sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O jeito nova geração

Nascidos numa época em que a tecnologia já fazia parte do dia a dia, os professores que agora chegam às salas de aula procuram novos modos de ensinar e quando encontram dificuldades seguem um comportamento comum: trocam de escola, sem hesitar


Luciana Alvarez
 
O mercado de Recursos Humanos, os jovens desta reportagem seriam classificados como a chamada "geração Y" - os nascidos na década de 80 até meados dos anos 90. Essa é a primeira geração que não precisou aprender como lidar com equipamentos eletrônicos e em pouco tempo de vida presenciou os maiores avanços na tecnologia. Ao chegar ao mercado de trabalho, esses profissionais foram considerados inovadores e empreendedores. Mas, o que acontece quando eles escolhem ser professores? Se engana quem pensa que, por terem tanta familiaridade com o uso de recursos tecnológicos, eles sejam seus entusiastas. Muito pelo contrário: consideram a tecnologia algo natural, mas não veem sentido em usá-la em sala de aula sem um claro propósito. Na forma de perceber o processo educacional, entretanto, eles promovem uma revolução silenciosa: são abertos ao diálogo, buscam soluções criativas, gostam de realizar pesquisas e inventam jogos e até novas disciplinas em busca de algo muito simples: o prazer de ensinar e a paixão pelo conhecimento.

"A escola tem mudado. Claro que as instituições têm certa permanência - não só a escola, mas a Justiça, a Igreja, etc. Mas esse discurso muito em voga de que a escola não evolui vem desde a década de 20 do século passado e é falso", afirma Paulo Gileno Cysneiros, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que nas últimas três décadas tem se dedicado ao ensino e  pesquisa em tecnologias da informação e comunicação na educação.

Para Paulo, o uso das tecnologias tem o potencial de modificar os modos de pensar, de ensinar e de aprender, e até mesmo de ver o mundo. Mas a verdadeira mudança que vem ocorrendo deve-se sobretudo à capacidade criativa do professor. Ou seja, não é a tecnologia em si que está trazendo as inovações para a sala de aula, mas os jovens professores que entendem como natural o fato de que o conhecimento está disperso, pulverizado no mundo, nas redes sociais, na internet. E assumem sem problemas o papel de guiar e estimular os alunos a encontrarem por eles mesmos o que desejam.

Antropologia urbanaLuís Fernando Massagardi, 31, é de um desses professores que ajudam os alunos a navegar pelo mundo. Mas no caso dele, é pelo mundo real mesmo: ele orienta estudantes do ensino médio a fazerem pesquisas de campo.

Há cinco anos atuando como professor, ele criou uma nova disciplina, que ministra para os alunos do 2º ano do ensino fundamental no colégio particular Ofélia Fonseca, em São Paulo (SP). Chama-se antropologia urbana. "A proposta é fazer uma discussão sobre os grupos sociais da cidade e como eles atuam no espaço urbano", explica. Para "estudar", os alunos precisam deixar os muros da escola e explorar espaços da cidade que pouco conhecem.

Luís Fernando, que é formado em história, diz que a ideia de montar a disciplina tem forte relação com sua experiência pessoal. "Comecei trabalhando em museus e com viagens para estudos de meio. Por isso acredito em práticas educativas que extrapolem a escola como um ambiente fechado, não só no plano de discutir o mundo mas também de estar fisicamente fora",  afirma. 

O professor conta que se sente muito próximo de seus alunos, mas acredita que não seja pela idade, e sim pela sua metodologia. "O diálogo é um ponto fundamental na minha prática. Então, estou sempre aberto para as trocas", diz. Por causa dessas "trocas" que promove com seus estudantes, Luís Fernando se tornou um dos idealizadores do Festival de Artes do colégio, aberto para a comunidade e divulgado pelas redes sociais da internet pelos próprios alunos.

Brincar de ensinarUma mudança de comportamento entre os jovens que iniciaram suas carreiras profissionais nos últimos anos é a busca de satisfação pessoal no trabalho. Para eles, dever e prazer devem estar associados. Com os professores, a atitude não é diferente. Em uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada há três anos com 200 jovens de São Paulo nascidos entre 1980 e 1993, 99% dos entrevistados disseram que só se mantêm envolvidos em atividades de que gostam. Além disso, no levantamento feito por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato, 96% afirmaram que consideram que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Para a pergunta "qual pessoa gostariam de ser?", a resposta "equilibrado entre vida profissional e pessoal" alcançou o primeiro lugar, seguida bem de perto por "fazer o que gosta e dá prazer".

O magistério sempre foi uma opção que envolve boas doses de idealismo e paixão, mas cresce a tendência entre os jovens de incluir no "gostar de ensinar" a ideia de diversão propriamente dita. Brincadeiras, jogos, campeonatos cada vez mais entram no rol de atividades propostas mesmo aos alunos do Fundamental 2 e ensino médio.

Luana Gabriela Marques, 31, inventa de tudo um pouco em suas aulas de português para turmas do 6º ano ao 3º do ensino médio no Colégio Brasil Canadá, em São Paulo (SP). "Faço desafios, campeonatos individuais, entre grupos, jogos de tabuleiro, jogos em que eles formulam as perguntas uns para os outros. Gosto de trabalhar com a criatividade do aluno. No fim do bimestre, dou uns pontinhos a mais na média pelo desempenho nas brincadeiras. Também premio com bombons ou livros", conta a professora.

Mas tanta "recreação" no meio das aulas não significa que os alunos não levem os estudos a sério. "Uso esses recursos em nome do aprendizado. Sou uma professora exigente. E mesmo com esse perfil de brincar, fazer jogos, não tenho problemas em conseguir silêncio, nem com falta de lição de casa", conta Luana.

Montar aulas sempre pensando na diversão dos alunos tem como "efeito colateral" fazer a professora também se divertir - e muito. "Estou sempre criando exercícios novos. Não consigo fazer uma aula que não tenha a ver comigo, que fique chata", conta. Esse comportamento faz com que Luana se aproxime dos alunos e também aprenda com eles - até sobre como se divertir. "Ouço algumas músicas, acompanho certas séries de TV que eles me recomendaram", conta.

Alunos protagonistasCarolina Silveira Leite, 27, leciona para alunos de 4º ano na rede municipal de São Paulo e faz questão de que eles tenham participação ativa nas aulas. Muito de sua prática pedagógica vem como resultado de sua experiência como aluna. Carolina é formada em letras e acaba de concluir sua segunda graduação, em pedagogia, pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Ao estudar por EaD, ela diz ter aprendido também a importância de o aluno estar motivado e ter um papel ativo na construção do conhecimento. "Não adianta substituir a lousa por um computador. O aluno precisa estar produzindo para se interessar", afirma.

Atualmente, os alunos de sua turma estão montando um blog para publicar as descobertas que fizeram em um projeto sobre insetos.

Foram os alunos que propuseram questões, pesquisaram na biblioteca e na internet, e agora estão escrevendo textos e indicando links para compartilhar o que aprenderam. "Ainda não conseguimos respostas para algumas das dúvidas. Estamos estudando novas estratégias, como enviar perguntas a revistas especializadas", diz Carolina.

Claro que a capacidade de inovar ao trazer o aluno para participar da produção do conhecimento não é uma questão meramente de faixa etária. Mas para um professor com certo passado "tecnológico educacional" é mais fácil entender que na sociedade atual a educação não se limita a escutar aulas expositivas, ler textos escolares e realizar provas. "As tecnologias da internet permitem que o aluno tenha outras opções, como, por exemplo, aprender o que queira, quando queira, no lugar que queira, de uma maneira colaborativa", afirma Lucio França Teles, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

Como consequência, diz Lucio, a curiosidade dos alunos acaba aumentando o escopo do currículo, assim como aconteceu com a turma da professora Carolina, pois eles não ficam circunscritos ao que "deve" ser aprendido para serem aprovados. "O acesso a colegas e a informações de várias fontes torna o processo de aprendizagem mais dinâmico e motivante", acredita.

apoio  na formaçãoEssa visão ampla e inovadora da educação vale não apenas na hora de ensinar os alunos, mas também quando os próprios professores desejam se manter atualizados. A professora Liliane Rodrigues, 28, da escola bilíngue Cidade Jardim Playpen, São Paulo (SP), também é formada em letras e está fazendo sua segunda graduação, em pedagogia. Mas além de usar as fontes acadêmicas e formais para se aprimorar, ela está constamente aprendendo em espaços informais, como na leitura de blogs de outras professoras.

Embora essa prática não lhe renda nenhum diploma, nascem dela dezenas de ideias e práticas que melhoram seu trabalho docente. "Uma vez li em um blog de uma professora americana sobre um curso on-line de alfabetização multissensorial. Fiquei interessada e conversei com a coordenadora. A escola acabou pagando para eu fazer o curso", conta ela, para quem o apoio da coordenação para crescer profissionalmente é fundamental. "Hoje mudei minha forma de dar aula, aplico muito do que aprendi. Eles investiram em mim, confiaram", comemora.

Empreendedorismo pedagógicoPara Carlos Seabra, consultor de projetos de tecnologia educacional, a prioridade das instituições de ensino deve realmente ser a formação continuada de seus professores. "Entre inúmeros outros fatores, os gestores e coordenadores podem facilitar condições para o que chamo de "empreendedorismo pedagógico" dos professores, ou seja, incentivo à pesquisa e à criatividade, com estímulos e apoios concretos a essas iniciativas", afirma.

Mesmo que seja difícil conseguir verba para formação, especialmente para cursos não oficiais, é possível criar condições para o empreendedorismo pedagógico, já que não se trata simplesmente de dispor de recursos financeiros, mas de estar aberto às iniciativas sugeridas. "O professor inovador, aquele que tenta novos formatos pedagógicos com suporte da tecnologia da comunicação e aprendizagem, tende a buscar instituições educacionais que deem suporte às suas ideias e práticas", afirma Lucio Teles, da UnB.

Confiar no potencial do professor e dar uma carta branca a ele foi o que fez a escola estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, de Campo Grande (MS), para o projeto idealizado por Alexandre Gonçalves Souza, 28 anos. Por seu perfil, era possível perceber que Alexandre era alguém que gostava de experimentar e aceitava desafios. Sem nunca ter estudado informática formalmente - sempre aprendeu "fuçando" - Alexandre tornou-se professor de tecnologia. Foi então que há três anos ele recebeu da direção o desafio de fazer um projeto que melhorasse o aprendizado em português e matemática daquela que era considerada "a pior turma" do colégio, que fica na periferia da capital.

"Era uma sala de 8º ano com os piores desempenhos nas avaliações internas. Eles não se respeitavam e não respeitavam os professores, não tinham vontade de aprender. Era um clima de guerra", lembra o professor. Com uma verba de R$ 20 por mês, obtida com a venda de picolés na escola, Souza montou um agência de publicidade experimental com os alunos. "Assim consegui envolver a professora de artes, de que eles gostavam, e também de português, inglês (para ajudar nos textos) e matemática (para fazer os orçamentos)."

O primeiro trabalho da agência foi desenvolver uma campanha antibullying para a direção da escola. "No começo eles não queriam fazer. Mas ver o resultado espalhado pela escola, compartilhado no Facebook e na página da secretaria de Educação os motivou", conta. Em apenas um semestre, a "turma problema" virou "turma modelo".  No ano seguinte, o projeto ganhou três prêmios: um da Assembleia Legislativa do Estado, outro do Ministério da Educação e o prêmio Professores Inovadores da Microsoft. "Os alunos foram apresentar a agência num seminário estadual de tecnologia e foram aplaudidos por diretores, coordenadores. Eles contaram que nunca imaginaram que isso pudesse acontecer", relata o professor.

Fator desestabilizante Mas é claro que nem tudo são flores. Conhecida pelo seu individualismo, às vezes essa geração encontra resistências e conflitos no ambiente escolar. Entre as características da nova geração de professores está a busca por respostas e mudanças rápidas. Quando isso não acontece, esses profissionais preferem simplesmente ir embora e procurar outro lugar para dar aulas. Uma professora entrevistada pela reportagem, que prefere não se identificar, conta que com dez anos de magistério já tinha passado por oito escolas. "Existem escolas ainda muito tradicionais. Hoje estou feliz porque encontrei uma em que a coordenação é bem aberta", diz.

E ela não é a única a trocar de empregador por não ficar satisfeita com as relações com os superiores. Fábio Pauli conta que desistiu de certa escola por não concordar com a abordagem do diretor. "Eu tinha um aluno com necessidades especiais e sua orientação era clara e não estava aberta a discussão: o aluno não fazia provas e tirava sempre 7.

Mas como ele iria evoluir assim?", questiona. Felizmente, Pauli conseguiu encontrar uma escola em que a visão da direção estivesse de acordo com a sua.

O professor Leandro de Lima, egresso de escolas públicas, conta que chegou a dar aulas em três escolas da rede pública, mas hoje prefere trabalhar diretamente apenas com estudantes de escolas particulares. "Nosso trabalho era resolver problemas da vida dos alunos, com a família, com drogas, problemas de depredação. Nas reuniões com os coordenadores, não tínhamos tempo para discutir práticas pedagógicas", reclama.

Para Lucio Teles, da UnB, é normal que a nova geração cause um certo nível de "conflito de gerações" dentro das escolas. "Um professor inovador que cultiva  relações mais horizontais e menos autoritárias pode causar um certo temor junto àqueles professores que se posicionam de maneira mais tradicional. A inovação pedagógica na escola é sempre um fator desestabilizante, pois a maioria dos professores infelizmente ainda se apega à noção tradicional de 'transferência de conhecimentos'."

Além do imediatismo, as tendências ao individualismo e uma dose de arrogância entre os mais novos podem provocar atritos dentro das instituições de ensino. O professor da UFPE Paulo Cysneiros lembra, por exemplo, que mesmo um professor que entenda tudo de tecnologia precisa estar aberto para aprender. "Uma coisa é usar a tecnologia no cotidiano, outra é saber usá-la de forma proveitosa na educação. Para isso, primeiro ele vai ter de estudar, ter orientação de seus coordenadores", afirma.

Diretor da escola paulistana São Domingos, Silvio Barini Pinto afirma que na hora de contratar professores, jovens ou não, tenta sempre identificar a capacidade de cooperar e a disposição para aprender com os mais experientes. "Parte dos desafios da educação atual é articular o conhecimento de maneira sistêmica. Professores individualistas não combinam com essa necessidade", avalia.

Por procurar claramente profissionais que gostem de trabalhar em grupo, Silvio garante que nunca teve problemas com os mais jovens. "Algumas vezes já tive candidatos que depois de ouvirem a proposta de educação da escola se disseram não dispostos a trabalhar dessa forma. Por estatística ou por acaso, eram jovens."

Naturalidade tecnológicaQualquer pessoa que convive desde a infância com diferentes formas de tecnologia tende a desenvolver relações mais naturais com ela, seja na vida pessoal ou profissional. Com o professor não poderia ser diferente. Afinal, a tecnologia é intrínseca à atualidade, e essa geração não costuma considerar que os recursos tecnológicos sejam por si necessariamente positivos ou negativos. Isso não quer dizer que, em sala de aula, a tecnologia deva ser usada de forma acrítica: tudo depende de como usá-las.

"Um professor que é mais conectado tem um potencial para lecionar aulas mais atrativas. Mas pode também ocorrer o contrário: um professor que é mais conectado pode passar a usar a conectividade de uma forma  repetitiva, assumindo que a tecnologia poderá cumprir um papel instrucional", defende Teles. Portanto, a tecnologia deve ser abordada de maneira crítica.

Mesmo os celulares, normalmente tidos como os grandes vilões da dispersão e banidos da maioria das salas de aula, são vistos com mais equilíbrio pelos jovens professores como Leandro de Lima, 26 anos, que leciona química no colégio Albert Sabin, em São Paulo (SP). "Todo mundo nas minhas salas tem um celular com acesso à internet. O que precisamos é pensar esses usos em vez de bater de frente e proibir", afirma o professor que, de certa maneira, é multitarefas. Além de dar aula para turmas regulares, prepara alunos da escola para as olimpíadas de química, participa de um projeto social no qual capacita professores da rede pública para usar tecnologia e ainda atua como consultor de uma editora de livros didáticos.

Para ele, os aparelhos celulares podem proporcionar situações de aprendizado. "Eu falo para os alunos: dentro de sala vai tuitar o quê? Que está na aula de química? Isso é chato, ninguém quer saber. Mas, do lado construtivo, tem aluno que entra no Google para esclarecer uma dúvida, outro que tem um simulador de experiências instalado. E eles todos usam o celular para marcar compromissos, provas, trabalhos; isso funciona muito bem", conta.

tudo ao mesmo tempoPara Paulo Gileno Cysneiros, professor da Universidade Federal de Pernambuco, a visão crítica do uso desses recursos na educação é positiva. "Por não terem, de certo modo, uma história, as novas tecnologias provocam de forma geral um efeito emocional receptivo. Em outras vezes elas provocam medo. Por isso mesmo é preciso olhar com cuidado. O professor deve sempre  experimentar e adaptar a máquina à sua realidade."

Há ainda certas habilidades "naturais" para a nova geração de profissionais que caem como uma luva para o perfil desejável de professores. Uma delas, sem dúvida, é a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. "Quando se trabalha com educação infantil numa turma que pode chegar a 20 crianças é preciso ser multitarefa", afirma Daniele Gazzotti, da escola Stance Dual, São Pauo (SP).

"Enquanto você está contando uma história tem sempre alguém pedindo para ir ao banheiro, outro que resolve cutucar o amigo e alguns prestando atenção. E a gente tem de dar conta de atender a todos."
 Inspiração no RPG
 Para Fábio Ferreira Pauli, 31 anos, suas experiências pessoais com o RPG (Role-Playing Games) o motivaram a mudar a concepção de suas aulas. "Sou jogador desde os 12 anos. O RPG me ajudou a fazer amizades, me estimulou a ler", conta sobre como percebeu o potencial do jogo para o aprendizado. O RPG é um jogo de interpretação de papéis, como se cada jogador fosse um ator improvisando ações e falas mediante um contexto estabelecido por um orientador. 
Em suas aulas de ciências humanas, que integram história e geografia na Escola Novo Ângulo Novo Esquema - NANE, São Paulo (SP), ele propõe desafios de situações que de fato aconteceram. "Conto para eles, por exemplo, o cenário do bloqueio continental de Napoleão e cada um recebe o seu papel. E pergunto: o que você poderia fazer para derrotar a Inglaterra? E para derrotar Napoleão?Depois trabalho com a solução real, que aconteceu na história", relata.
Dessa forma, os alunos entendem que o estudo de história e geografia pode ajudar a pensar como resolver problemas da vida real. "A gente sempre liga escola com dever, mas aprender é também muito divertido. E eu me divirto com o que faço", afirma Pauli, que ministra oficinas em outras escolas para ensinar a técnica de usar o RPG nas aulas.
Inspirado em práticas de colégios americanos, o professor também começou recentemente a promover debates entre grupos, sobre diversos temas, colocando uma turma para defender o capitalismo, a outra o comunismo, por exemplo. No fim, os demais alunos votam em quem eles acham que se saiu melhor. "Aqui a gente trabalha com crianças especiais, então tem um olhar voltado para a inclusão. Uma das características importantes é diversificar abordagens; não dá para ficar numa técnica só", afirma.

Como é o professor da nova geração
Acredita que o trabalho é realização pessoal, precisa sentir prazer em ensinar
Troca de escola se não se identificar com o projeto pedagógico
Está aberto ao diálogo com os alunos
Acredita em práticas educativas que extrapolem o ambiente escolar
Estimula a criatividade dos alunos com brincadeiras, jogos e campeonatos
Aproveita sua experiência pessoal em outras áreas para enriquecer as aulas
Usa as novas tecnologias com parcimônia: apenas quando faz sentido para o conteúdo a ser estudado

O Facebook do professor
Para Pedro Cordeiro, 27, professor de matemática no ensino fundamental do colégio Sidarta, de São Paulo (SP), a tecnologia na educação não pode mais ser considerada uma inovação; ela é um fato. Logo, não é por estar usando o aparelho ou software mais moderno que se está ensinando melhor. "O que eu realmente uso muito é uma ferramenta para trabalhar com a geometria que existe há mais de 15 anos - são softwares de geometria dinâmica (ambientes virtuais em que o aluno pode ver construções geométricas em três dimensões). E até hoje tem professor que não conhece", afirma.
Pedro também aproveita uma tecnologia muito difundida entre a geração dos seus alunos - o Facebook - para se manter em contato com eles. "Uso o Facebook para passar exercícios, vídeos, tirar dúvidas, marcar provas, trabalhos. Tenho um perfil para falar com os alunos, mas separo o grupo de alunos da vida pessoal - eles não conseguem ver meus amigos ou fotos em que sou marcado, por exemplo. E não aceito pais de alunos no Facebook", conta. Mas os pais, se quiserem, podem mandar e-mails.
"É comum os alunos  estarem estudando, tirarem a foto de um exercício e mandarem perguntando se está certo. Na véspera de prova é uma loucura: aquelas janelas de bate-papo ficam pipocando sem parar", relata Pedro, que costuma responder a todos prontamente.

Fonte: http://revistaeducacao.com.br/textos/198/o-jeito-nova-geracao-298693-1.asp

sábado, 5 de setembro de 2015

Regresso à escola - a importância de uma presença na web



Hoje faz todo o sentido que um professor tenha uma presença na web. A escola tem rapidamente de diminuir a fratura digital e torna-la mais: apelativa e motivacional para os alunos.
A forma, o processo de como "isso" deve ser feito cabe aos decisores macros, mas nós, enquanto professores que lidamos diariamente com os alunos temos talvez o papel mais importante- embora ninguém nos ouça- porque compete a nós captar o aluno para a aprendizagem. Existem muitas formas de o fazer e uma delas é do meu ponto de vista ter uma presença na web, uma linha de comunicação para os nossos alunos. Todos eles têm uma presença na web, todos eles passam horas em frente ao pc a navegar, a comunicar, porque eles são conetados digitalmente, por isso, se eles estão lá, devemos tentar aproveitar um pouco do imenso tempo em que eles estão frente ao pc para o dedicarem à aprendizagem e para tal terá de ser algo digital.

Existem diferentes formas de o fazer, podemos:

  • criar um grupo no facebook para a turma,
  • criar um blogue,
  • criar um site ,
  • ou então ter uma plataforma onde todos os nossos alunos podem interagir com o professor e a turma.


De todas elas, talvez o facebook seja a mais fácil de gerir, mas também é do meu ponto de vista a que perde mais, até porque torna-se difícil organizar a informação numa timeline. Já tentaram localizar um post que viram numa página há dois meses atrás?!? Difícil não é?
A gestão de um blogue tem associado a si algumas questões técnicas, do meu ponto de vista, poucas mas percebo que em alguns possa ser uma barreira e nesse âmbito, a gestão de um site ainda mais.


Por isso a minha escolha recai numa plataforma LMS e neste contexto a minha preferida é o edmodo.
Tem uma interface muito similar ao facebook, mas foi desenvolvida a pensar nos alunos, professores e pais.


Fonte: http://theblogteacher.blogspot.com.br/2015/09/regresso-escola-importancia-de-uma.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A Web 2.0 e a aprendizagem

O conceito para o termo Web 2.0 foi criado por Tim O’Reilly, em 2003, “o qual diz que Web 2.0 é ‘a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma’. Segundo o conceito elaborado por O’Reilly, a regra fundamental da Web 2.0 é o aproveitamento da inteligência coletiva,” segundo o site Brasil Escola (http://www.brasilescola.com).

Vídeo do YouTube

A Web 2.0 tem como uma das premissas principais a colaboração entre os usuários, como podemos ver em páginas no formato wiki ou em fóruns espalhados pela rede, que incentivam a interatividade entre seus usuários, que postam conteúdos, editam, customizam. Isso mostra uma característica de descentralização, e seu uso simples, já que não é necessário ser um especialista para criar uma página internet, como um blog, por exemplo. Há também a importância do social, redes onde os usuários interagem e compartilham conteúdos de interesses mútuos e em vários formatos.

O termo Web 2.0 ainda não tem conceito validado, utilizando da ferramenta wiki, e pesquisando na biblioteca wikipédia, afirma que é uma mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva, desta forma podemos explicar o que trata especificamente a Web 2.0. Ressalta-se que para a aprendizagem online, tais ambientes e ferramentas servem de suporte para dinamizar o conhecimento, todavia deve ser observado o aspecto humano e da coletividade, ou seja, a participação dos principais atores torna-se essencial para que o processo de ensino e aprendizagem logre êxito. (SCHONS, 2008)

Sendo assim, há grandes possibilidades de uso dessa ferramenta no ambiente escolar. Pode-se criar uma página em ambiente wiki para os alunos fazerem escrita colaborativa, ou um blog para postagens das atividades e discussão das mesmas ou até mesmo o uso das redes sociais como forma de interação da turma com o educador, da turma com outras turmas e até com pessoas de fora do ambiente escolar.
Os alunos utilizaram a Web 2.0 ao final da gravação e edição dos vídeos na sala de informática da escola. Foi disponibilizado um link (https://docs.google.com/forms/d/140vT5QHQ7LBZLCsstmv-QsD_Qfa2XBGM2ZkXn6ER8jc/viewform) para que os alunos acessassem um formulário do Google Drive onde fizeram um relato sobre o tema do projeto, poderiam falar sobre o cyberbullying ou a etiqueta nas redes sociais.

Fonte: https://sites.google.com/site/ousopedagogicodocelular/fundamentacao-teorica/a-web-2-0-e-a-aprendizagem

   

Aprendizagem e o nativo digital

Na maioria das vezes entendemos o conhecimento como algo que vem de fora para dentro, como se fôssemos passivos nesse ato. Segundo Becker (2001), professores de todos os níveis quando perguntados sobre o que é conhecimento acabam por se confundir e são levados a ter essa visão empírica. Outros podem ter a visão contrária, o apriorismo, onde se acredita que o conhecimento está baseado na bagagem que a pessoa traz consigo.

É difícil romper com os limites dessas duas crenças e se apropriar do conhecimento. “Ao apropriar-se de sua prática, ele constrói – ou reconstrói – a estrutura do seu pensar, ampliando sua capacidade, simultaneamente, em compreensão e extensão” (BECKER,2001). Isso só se faz possível a partir do momento em que o professor consegue sair do senso comum e pensar criticamente. Quando isso é colocado em prática, fica mais fácil ser um mediador de aprendizagem e não um ditador de conteúdos. Instigando os alunos à pesquisa, à descoberta e também ao compartilhamento.




A escola hoje conta com vários recursos tecnológicos, mas ainda usa o quadro de giz – muito desinteressante e cansativo para os alunos, já que essa é uma geração digital, onde a criança mal balbucia as primeiras palavras, porém seus dedinhos já percorrem com facilidade a tecnologia touch screen. E mesmo com toda essa invasão tecnológica dentro da escola, são poucos os professores que conseguem dominar essas mídias – computadores e internet. A linguagem audiovisual desperta muito a atenção dessa nova geração e consegue bons resultados quando utilizada em sala de aula, é só observar o que mais prende a atenção de nossos alunos – televisão, gamescelulares,tablets – são equipamentos onde o texto escrito vem sempre acompanhado de uma enxurrada de imagens, estáticas às vezes, mas em sua maioria com muito movimento e som. De acordo com Veen e Vrakking (2009),

O que as crianças fazem e o que pensam é o resultado da interação com o que está a seu redor, o mundo externo. E desde muito cedo - já que o mundo lhes chega por meio da televisão, do telefone e da internet - a influência é importante. Mais importante ainda porque o mundo está mudando rapidamente por meio dos efeitos revolucionários das novas tecnologias. (VEEN e VRAKKING, 2009, p.28)

Avanços podem ser notados quando o educador adota nova postura frente ao seu modo de ensinar, estabelecendo metas, incentivando os alunos a pesquisar e questionar, buscar formas criativas para desenvolver o conteúdo. Essas atitudes quando praticadas levará a formação de alunos críticos e capazes de aceitar desafios cada vez maiores, pois passam a acreditar no seu potencial.


Fonte: https://sites.google.com/site/ousopedagogicodocelular/fundamentacao-teorica/aprendizagem-e-o-nativo-digital

Celular na escola: vilão ou aliado pedagógico?

Manter atenção do aluno diante do avanço desta tecnologia tem sido 
um desafio para instituições de ensino
POR LILIANE TUROLLA
Educadores têm dificuldade para prender atenção de alunos só com métodos tradicionais
Educadores têm dificuldade para prender atenção de alunos só com métodos tradicionais
O uso de dispositivos móveis em sala de aula, como smartphones e tablets, é um assunto polêmico para estudantes, educadores e pais. O que poderia ser uma importante ferramenta pedagógica tem comprometido o rendimento dos alunos. A falta de limites por parte das crianças e dos adolescentes é apontada pelos professores como a vilã dessa história. Algumas escolas da cidade fecharam o cerco ao uso dos aparelhos. Mesmo com punições mais severas, os alunos insistem no uso. Por outro lado, há também os estabelecimentos que integram as novas mídias ao processo do aprendizado. No ano passado, a Unesco lançou um guia defendendo o uso das tecnologias na educação, mostrando diversas maneiras de aproveitá-las e incorporá-las na sala de aula. No entanto, em vários locais do Brasil, inclusive em Juiz de Fora, vigoram leis que proíbem o uso de celulares e similares durante as aulas. Lidar com a proliferação e com o avanço dessas tecnologias, que cada vez são mais necessárias e presentes, tem se tornado um grande desafio não só para as instituições de ensino, mas para todos.
Em setembro, o Colégio Academia, após várias tentativas de conter o uso desenfreado dos celulares dentro de sala, lançou uma circular que, além de proibir o uso do dispositivo durante as aulas, prevê suspensão aos alunos que insistirem em usá-los. É recomendado que o celular seja mantido guardado e desligado, caso essa norma não seja cumprida, o aparelho é recolhido e fica guardado no Serviço Disciplinar até o final da última aula do dia. O estudante também recebe uma advertência. Na segunda repreensão, além da retenção do aparelho, o aluno será suspenso das aulas do dia seguinte, sem direito de realizar a segunda chamada de avaliações aplicadas. A partir da terceira reincidência, a suspensão será por três dias.
Excessos
A maioria dos pais apoia as medidas, entretanto, alguns estudantes não se inibem com ela. Conforme a assessoria de comunicação da escola, desde que a norma entrou em vigor, 17 celulares já foram retidos. “O celular não é apenas combatido, a escola reconhece o valor dessa tecnologia e estimula o uso nos horários apropriados. Os professores mostram para as crianças que o celular pode ser útil na vida delas não só como entretenimento, mas como ferramentas de ensino fora de sala.”
Para pais e educadores, o excesso de uso e a falta de compromisso com o aprendizado por parte do aluno são as principais barreiras para que as mídias digitais sejam incorporadas ao ensino. “A proibição é, sim, uma medida drástica, mas a escola não tem mais o que fazer. Antes de proibir, vários outros métodos são testados, mas nossas crianças e adolescentes estão cada vez mais sem limite, sem respeito, deixando o colégio de mãos atadas. Conversar, muitas vezes, não adianta, eles acham que estamos pegando no pé”, declara a psicopedagoga Vivian Silveira.
A consequência mais grave da dispersão causada pelo uso dos celulares durante a aula é, segundo a psicopedagoga, a queda de rendimento escolar. “As notas despencam, e os pais vão cobrar da escola, mas não percebem que, na maioria das vezes, isso é um reflexo das ações deles com seus filhos.” De acordo com ela, a vida atribulada e corrida, com pouco tempo hábil para os filhos, cria pais extremamente permissivos, que tentam compensar a ausência com bens materiais e pouca cobrança.
Dinamizar o espaço
Mesmo com a maioria dos educadores enfatizando os efeitos negativos, a professora da Faculdade de Educação da USP e pesquisadora das relações entre educação, comunicação e tecnologias inovadoras do CNPq, Vani Moreira Kenski, é contra a proibição e defende o uso pedagógico das novas mídias. Segundo ela, esse tipo de experiência vem trazendo mudanças consideráveis e positivas para a educação dos países mais desenvolvidos. “No Brasil ainda não se tem essa visão da tecnologia como ferramenta de ensino, aqui ainda predominam o quadro-negro, o papel e a voz do professor. Os dispositivos poderiam ser usados para dinamizar o espaço de ensino e aprendizagem. O currículo escolar não absorve o avanço tecnológico, mas a cabeça do jovem da geração digital está ligada em tudo que é lançado no mundo, ele quer fazer parte dessa mudança, pois isso faz parte da realidade dele”, reflete.
No entanto, Vani pondera que nem tudo são “maravilhas” quando se trata de estreitar os laços dessas relações. “As novas tecnologias devem transformar radicalmente a escola nas próximas décadas. Estamos no início dessa era revolucionária e, durante um bom tempo, vamos pagar um preço alto por esse pioneirismo. Teremos que passar por muitos problemas e desafios individuais e coletivos.”

‘Há coisas que fogem do controle’

O uso abusivo de smartphones e similares em sala de aula acontece, principalmente, na faixa etária entre 14 e 17 anos. “Com os adultos não temos problemas, mas com os adolescentes, sim, e são muitos”, afirma a professora e coordenadora pedagógica das escolas municipais Oswaldo Veloso e Rocha Pombo, Maria da Glória Cobucci. De acordo com ela, mesmo com o respaldo da Lei Municipal 11.890, que, desde 2009, proíbe o uso desses dispositivos durante a aula, a maioria dos colégios não consegue controlar os alunos. “Há coisas que fogem do nosso controle, eles fazem filmagens indevidas no banheiro, usam fones de ouvido enquanto escrevemos no quadro. A gente pede para tirar, mas eles não tiram.”
A responsabilidade sobre os dispositivos também preocupa os centros de ensino. “Tivemos um caso em que o aluno perdeu o celular, e a mãe veio cobrar da escola, nos agrediu verbalmente e queria que revistássemos todas as mochilas. Nosso compromisso é com o ensino, não com os objetos pessoais”, conta Maria da Glória.
Já a competição por melhores modelos de aparelhos também é um problema ressaltado pela psicopedagoga Vivian Silveira. “Eles querem saber se o celular do amigo é melhor, não querem ter um inferior. Eles estão em época de formar seus valores, essa disputa pode reverter a percepção do que merece ou não ter importância.”
O que eles dizem
Embora considere a proibição “chata”, Kaio Florentino Rampinelli, 14 anos, admite entender a medida restritiva. “Mesmo se for só para dar uma olhadinha, depois a gente fica lembrando daquilo que viu e não concentra mais. Quando o professor toma o aparelho, a gente fica com raiva, mas lá no fundo entendemos que é para o nosso bem”, concorda o adolescente.
Já Tiago Duque, 16, é contra a proibição. Segundo ele, as escolas têm uma “visão ultrapassada” sobre as tecnologias e mídias digitais. “As pessoas mais velhas não entendem que as mais novas usam os smartphones para tudo, não é só lazer. No meu iPhone, tenho aplicativos que me ajudam com o português, às vezes, entendo mais com eles do que com os professores.”
O Colégio Nossa Senhora do Carmo desenvolve um trabalho de conscientização sobre os uso adequado das mídias digitais. “Não é só proibir, adolescentes precisam ouvir e entender o porquê”, diz o professor e assessor da escola Paulo Pacheco. Segundo ele, a restrição entra na rotina dos alunos, e eles a acatam. Para atrair a atenção dos estudantes, são usadas várias metodologias, como recursos audiovisuais e aulas fora da sala.
De acordo com a professora da Faculdade de Educação da USP, Vani Moreira, as escolas deveriam repensar seus modelos pedagógicos. “Não tem como negar as novas tecnologias e suas importantes funções. Além disso, o jovem da geração digital tem a necessidade de independência e autonomia a tudo, inclusive ao conhecimento. Quando o assunto interessa, eles buscam no ambiente on-line ou aprendem entre si, a construção do saber passou a ser coletiva. Eles não estão interessados em ser o melhor aluno do colégio, mas têm sede de conhecimento. A escola tem que explorar isso, mesmo que aos poucos.”

Unesco cria guia para conectar escola

Um guia com recomendações e motivos para usar os celulares como recurso educacional foi lançado no ano passado pela Unesco. O manual é voltado para os governos que pretendem ou desejam implementar políticas públicas para incorporar os dispositivos em sala de aula. Ele surgiu da constatação de que, mesmo considerando o uso das tecnologias algo pedagogicamente importante, muitos governos não sabiam por onde começar.
Conectado com as novas metodologias de ensino, o proprietário e diretor administrativo do curso de idiomas Sistema 3, Vico Lopes, seguiu as orientações da Unesco e utiliza os gadgets com os alunos. De acordo com ele, ignorar as funções e utilidades que os dispositivos móveis acumulam significa limitar o acesso a conteúdos mais amplos da teoria passada em aula. “O professor tem liberdade e é estimulado a usar a tecnologia para ilustrar os exemplos e mostrar variedades de sotaques, por exemplo. Além disso, há momentos em que a internet já nos ajudou na solução de imprevistos”, destaca.
Vico ressalta, ainda, que muitas turmas criam grupos no Facebook para discutir o conteúdo abordado em sala. “Eles compartilham textos e discutem a matéria. A internet só potencializa o aprendizado, pois alimenta o cérebro com estímulos culturais, linguísticos, visuais e sonoros.”
No entanto, ele alerta que o aluno que deixa de fazer um exercício ou perde uma explicação importante em sala precisa ser advertido para que volte a se concentrar na aula. Mas o professor também precisa entender o motivo dessa distração. “Os mecanismos existem, nossa função é usá-los com educação. Às vezes, fazer uma concessão ao uso pode ser o único meio para retomar a atenção do aluno.” 

Veja a seguir um infográfico com recomendações e motivos para se usar as tecnologias móveis em sala de aula: 
Fontes: http://porvir.org/10-dicas-13-motivos-para-usar-celular-na-aula/
http://www.tribunademinas.com.br/celular-na-escola-vilao-ou-aliado-pedagogico/

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Google Plus e a sala de aula


Passada a euforia com o surgimento de mais um recurso Google - a rede social Google Plus -chegou o momento de começar a olhar mais atentamente para ele - do ponto de vista do educador -  e buscar suas possibilidades para a sala de aula e seus avanços em relação às demais redes já existentes, que já estão sendo usadas pelos educadores em sua prática pedagógica.


Afinal, uma ferramenta que se apresenta como uma novidade que tem por objetivo tornar mais simples o compartilhamento e fazer com que a conexão entre as pessoas na web seja mais parecida com a da vida real merece a atenção, a observação e a análise dos educadores. Vivemos a cultura do compartilhamento e as facilidades são sempre bem-vindas. Falo aqui hoje sobre as funcionalidades círculos e hangouts.


Círculos: compartilhar coisas diferentes com pessoas diferentes

O sistema +Circles  possibilita ao professor criar diferentescírculos de amizade e dar acesso a informações sobre sua vida apenas às pessoas que desejar.

Essa funcionalidade - bastante simples de usar -  era muito almejada: minimiza o receio que os professores têm de "misturar" sua vida pessoal com a profissional. Organiza as relações!

Ao agrupar as pessoas por critérios de interesses e conveniências, os círculos garantem mais privacidade que as demais redes sociais - FaceBook e Orkut, por exemplo - e possibilitam um melhor gerenciamento dos assuntos e dos amigos.   

Por outro lado, a funcionalidade permite ao professor criar círculos não apenas de pessoas, mas de temas, projetos, disciplinas, turmas.

Isso significa que o professor consegue organizar e acompanhar com mais facilidade as atividades educativas propostas nessa rede.

Hangouts: encontros na rede      

     
Este é um recurso interessante para videochats/ videoconferências.

Ideal para realizar reuniões de grupos, discussões entre classes em pequenos grupos etc..

Gratuito, tem funcionamento mais eficiente que o das ferramentas open source existentes.

A vantagem em relação ao videochat do FaceBook  é que no Google+ a comunicação não é apenas de um para um: permite até 10 pessoas em cada sessão, o que abre um leque grande de possibilidades de uso pelos professores com seus alunos. 


Fonte: http://lousadigital.blogspot.com.br/2011/08/passada-ja-tradicional-euforia-com-o.html

5 buscadores feitos para crianças -> pesquisa na internet