quarta-feira, 8 de maio de 2013

Muito além dos tablets: digitalização da educação implica mudança de cultura


Introduzir a tecnologia em sala de aula já não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro que a medida impõe, as instituições de ensino acabam tendo que destinar tempo e recursos na formação de educadores e adaptação de conteúdos. E como se não bastasse, em pouco tempo de implementação, especialistas na área já chegaram a um consenso: não basta apenas ter um tablet à mão, é preciso que a escola absorva os princípios da cultura digital.
Crédito: ra2 Studio
Digitalização da educação implica mudança de cultura
“Digitalização não tem a ver apenas com introdução de tablets e projetores em sala de aula. Tem a ver com uma mudança de cultura”, analisa Ana Barroso, especialista em comportamento digital, sócia da Sodet – empresa que desenvolve ferramentas de colaboração e compartilhamento de informações.
Segundo ela, os educadores precisam ter acesso à ferramentas que os possibilitem compartilhar e distribuir o conhecimento que já possuem. “É muito comum ver professores em pânico diante de tantos estímulos. Muitas vezes eles terminam isolados tentando lidar com redes sociais e outras plataformas.”
Para evitar esse tipo de situação, uma das saídas propostas por Ana é a formação de redes. Ela acredita que essa pode ser uma forma de romper com o medo da tecnologia e permitir a troca de experiências exitosas entre docentes.  Como resultado imediato, eles teriam disponível um grande leque de vivências em sala de aula.
Educação do Futuro
Alguns países, como Estados Unidos e Finlândia, vêm testando formatos educacionais nos quais a incorporação da cultura digital – com ênfase para os aspectos de co-criação, colaboração e compartilhamento – acabaram forjando novos paradigmas de aprendizagem.
Durante o “Congresso Visão XXUNO: O desafio de construir a escola”, que o Portal Aprendiz acompanha em Orlando, Estados Unidos, o diretor geral da Santillana Digital, Miguel Barrero, apresentou os alicerces da educação do futuro.
Flip Education
SalmanKhan1
Um dos maiores exemplos de Flip Education é a Khan Academy. Elaborada por Salman Khan, trata-se de uma plataforma de mais de 3.800 vídeos educacionais vistos por milhões de pessoas, incluindo os filhos de Bill Gates.
Baseada em pesquisa e investigação, a chamada Educação Invertida pressupõe que a escola é um lugar de interação e, sobretudo, um espaço para sanar dúvidas. Por meio de videoaulas, os alunos recebem os conteúdos a serem estudados em casa e vão às aulas para construir significados sobre o que aprenderam. Nesse modelo, o estudante é protagonista do processo educativo e cabe ao professor estabelecer dinâmicas e caminhos, a fim de orientá-lo. O mobiliário tradicional de uma sala de aula não dá conta dessa proposta, por isso, a tendência é que os espaços educativos sejam todos circulares. Na Finlândia, esse cenário já é uma realidade.
Anytime Anywhere Education
Educação Expandida é aquela que ocorre a qualquer tempo, em qualquer lugar. Na prática, isso implica numa aprendizagem para alem do horário escolar e dos muros da escola.
Open Education
Nos próximos anos, a demanda por uma educação gratuita e de acesso a todos será cada vez maior. Com o aparecimento de plataformas que podem ser utilizadas no processo pedagógico, como Instagram e Pinterest, somadas àquelas desenvolvidas por empresas e universidades com essa finalidade, o mundo está prestes a ser um grande território educativo.
Adaptive Education
Implementada em Nova York em larga escala, por meio do programa iZone, a denominada educação personalizada tem no aluno a chave para o aprendizado. Em vez de convencê-lo de que determinado assunto deve ser estudado, a personalização do ensino parte dos seus interesses e de suas potencialidades para estabelecer o processo educativo.
P2P Education
Estudos indicam que a confiabilidade entre iguais é muito maior do que quando há uma hierarquia estabelecida. A educação entre iguais eleva o protagonismo do aluno ao regime de colaboração e compartilhamento. Ou seja, esse modelo propõe que alunos compartilhem entre si a produção de conhecimento.
BYOD Education
Bring Your Own Device (Traga seu próprio dispositivo) é o mote de uma educação plenamente digitalizada. Não importa se tablet ou smart phone, o fato é que esses gadgets serão cada vez mais falados quando o assunto for educação.
Será o fim da escola?
Diante dessa nova realidade, é impossível não se perguntar se veremos o fechamento massivo de escolas pelo mundo. Axel Rivas, docente argentino especializado em política educacional, acredita que as escolas não desaparecerão porque serão capazes de se repensar.
Rivas falou durante o congresso sobre a necessidade da escola se reinventar, desconstruir alguns dogmas que acompanharam sua trajetória como instituição e ser capaz de desempenhar um papel relevante no contexto das novas tecnologias.
“A ameaça do fim das escolas existe e nunca antes foi tão difícil ser docente. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, temos muito mais liberdade para ensinar e aprender”, reflete o professor.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Unesco lança “Alfabetização midiática e informacional – Currículo para formação de professores”


A publicação, que havia sido lançada apenas em Espanhol e Inglês, conta agora com uma versão em Língua Portuguesa e está disponível gratuitamente no site da Unesco.
“O presente currículo de alfabetização midiática e informacional para formação de professores é um importante recurso para os Estados Membros em seu contínuo trabalho de realizar os objetivos da Declaração de Grünwald (1982), da Declaração de Alexandria (2005) e da Agenda de Paris da UNESCO (2007) – todas elas relacionadas à alfabetização midiática e informacional (AMI). Ele tem um papel pioneiro por duas razões. Em primeiro lugar, lança seu olhar adiante, partindo das atuais tendências de convergência entre o rádio, a televisão, a internet, os jornais, os livros, os arquivos digitais e as bibliotecas rumo a uma única plataforma. Em segundo lugar, foi especificamente projetado tendo em mente os professores e com vistas à integração no sistema formal de educação, lançando assim um processo catalítico que deve alcançar e capacitar milhões de jovens” (Unesco).
A obra tem a contribuição de diversos especialistas internacionais que sugerem tópicos imprescindíveis para um currículo de alfabetização mediática. A ideia é ajudar os professores a explorar e compreender o tema a partir dos seguintes pontos:
  • As funções das mídias e de outros provedores de informação, como eles operam e quais são as condições ótimas necessárias para o cumprimento eficaz dessas funções;
  • Como a informação apresentada deve ser criticamente avaliada dentro do contexto específico e amplo de sua produção;
  • O conceito de independência editorial e jornalismo como uma disciplina de verificação;
  • Como as mídias e outros provedores de informação poderiam contribuir racionalmente para promover as liberdades fundamentais e a aprendizagem continuada, especialmente à medida que eles relacionam como e por que os jovens acessam e usam as mídias e a informação hoje, e como eles selecionam e avaliam esses conteúdos;
  • Ética nas mídias e ética na informação;
  • As capacidades, os direitos e as responsabilidades dos indivíduos em relação às mídias e à informação;
  • Padrões internacionais (Declaração Universal dos Direitos Humanos), liberdade de informação, garantias constitucionais sobre liberdade de expressão, limitações necessárias para impedir a violação dos direitos do próximo (questões como linguagem hostil, difamação e privacidade);
  • O que se espera das mídias e dos outros provedores de informação (pluralismo e diversidade como normas);
  • Pontes de informação e sistemas de armazenamento e organização de dados;
  • Processos de acesso, busca e definição de necessidades informacionais;
  • Ferramentas de localização e busca de dados;
  • Como entender, organizar e avaliar informações, incluindo a confiabilidade das fontes;
  • Criação e apresentação de informações em diversos formatos;
  • Preservação, armazenamento, reutilização, gravação, arquivamento e apresentação de informações em formatos utilizáveis;
  • Uso de informações para a resolução de problemas e para a tomada de decisões na vida pessoal, econômica, social e política.
A publicação Alfabetização Midiática e Informacional –  Currículo para formação de professores, está disponível gratuitamente no link. Ou aqui: Alfabetizacao-Midiatica-e-Informacional.

La Creatividad en la Educación



Fonte: http://www.slideshare.net/ravsirius/la-creatividad-y-educacin

As várias faces da escola do futuro


Que o ensino hoje precisa ser reformulado para tornar mais interessante e relevante para os alunos é quase ponto pacífico. O problema é como. Nesta quinta-feira mais de 800 pessoas interessadas no tema se reuniram em São Paulo no Transformar, evento realizado pelo Inspirare e pela Fundação Lemann, para tentar encontrar a resposta. Mas, ao fim de um dia inteiro de intensos debates, a conclusão a que se chegou é que não há resposta. Há respostas.
“Se você acha que esse sistema que vocês têm hoje é ruim e querem substituí-lo, desistam. Qualquer sistema único vai ser ruim, vocês não têm que encontrar uma solução, mas várias”, disse Melissa Agudelo, diretora pedagógica da High Tech High, rede de escolas norte-americana que busca personalizar o ensino por meio do aprendizado baseado em projetos, uma das tendências apresentadas no evento.
A educação baseada em games, as plataformas adaptativas, o ensino híbrido, os Moocs (cursos de nível universitário, gratuitos e para grande escala) foram outras propostas que estiveram presentes. Quer saber mais? Confira infográfico abaixo.
 infografico evento tranformar_2013


Fonte: http://transformareducacao.org.br/blog/2013/04/05/as-varias-faces-da-escola-do-futuro/

sábado, 4 de maio de 2013

Revista de estilos de aprendizaje y EAD

NUEVO E-BOOK - Estilos de Aprendizaje y EAD!!!!
Nº11, Vol. 11, abril de 2013
Pinche para descargar la Revista de Estilos de Aprendizaje

SUMARIO
( Artículos de la revista)

    1. ESTILOS DE ENSEÑANZA: UN PASO ADELANTE EN SU CONCEPTUALIZACIÓN Y DIAGNÓSTICO
    2. FORTALECER ESTILOS DE APRENDIZAJE PARA APRENDER A APRENDER
    3. LA COLABORACIÓN EN ESPACIOS VIRTUALES A TRAVÉS DE ESTILOS DE APRENDIZAJE DESDE LA PERSPECTIVA DOCENTE: UN ESTUDIO DE CASO
    4. LOS ESTILOS DE ENSEÑANZA Y APRENDIZAJE COMO SOPORTE DE LA ACTIVIDAD DOCENTE.
    5. ESTILOS DE APRENDIZAJE EN PROFESORES DE LA UNIVERSIDAD TAMAULIPECA
    6. RELACIÓN ENTRE ESTILOS DE APRENDIZAJE Y ESTILOS DE PENSAMIENTO DE PROFESORES UNIVERSITARIOS
    7. ESTILOS DE APRENDIZAJE Y AUTOCONCEPTO ACADÉMICO EN LOS ALUMNOS DE BACHILLERATO: DIFERENCIAS ENTRE MODALIDADES
    8. EXPLORACIÓN DE LOS ESTILOS DE APRENDIZAJE EN LOS ESTUDIANTES DE LA CARRERA DE BIOLOGÍA
    9. ESTILOS DE APRENDIZAJE DE KOLB DE ESTUDIANTES DE EDUCACIÓN FÍSICA DE LA UMCE Y UISEK DE CHILE
    10. NECESIDADES PSICOLÓGICAS BÁSICAS, ENFOQUES DE APRENDIZAJE Y ATRIBUCIÓN DE LA MOTIVACIÓN AL LOGRO EN ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS. ESTUDIO EXPLORATORIO
    11. ESTILOS DE APRENDIZAJE Y RENDIMIENTO ACADÉMICO EN ESTUDIANTES DE INGENIERÍA EN MÉXICO
    12. ESTILOS DE APRENDIZAJE Y RENDIMIENTO ACADÉMICO EN ESTUDIANTES DE PEDAGOGÍA DE EDUCACIÓN GENERAL BÁSICA (PRIMARIA) DE UNA UNIVERSIDAD PÚBLICA EN CHILE
    13. APROXIMACIÓN A LOS ESTILOS DE APRENDIZAJE DE ESTUDIANTES DE LA UNIVERSIDAD DE LAS CIENCIAS INFORMÁTICAS DE LA HABANA, CUBA
    14. ANALISE ENTRE A ASSOCIAÇÃO DOS ESTILOS DE APRENDIZAGEM COM O GÊNERO, FAIXA ETÁRIA E INTELIGÊNCIA DE CRIANÇAS BRASILEIRAS DO ENSINO FUNDAMENTAL I.
    15. LA MATERIA DE HISTORIA DE LA MÚSICA Y DE LA DANZA EN EL BACHILLERATO: UN ENFOQUE DESDE LA TEORÍA DE LOS ESTILOS DE APRENDIZAJE DE ALONSO, GALLEGO Y HONEY
    16. ESTILOS DE APRENDIZAGEM NO VIRTUAL: AS PREFERÊNCIAS DO DISCENTE DO ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA
    17. APRENDIZAJE COOPERATIVO EN LA ENSEÑANZA DE TERMODINÁMICA: ESTILOS DE APRENDIZAJE Y ATRIBUCIONES CAUSALES
    18. ESTILOS DE APRENDIZAJE DE LA ANATOMÍA E HISTORIA DE LA BIOLOGÍA EN ESTUDIANTES DE LA CARRERA DE BIOLOGÍA EN LA FES IZTACALA, UNAM                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Gratuito y online Rede de estilos de aprendizaje y ead!!!!
                Fonte: http://www.uned.es/revistaestilosdeaprendizaje/  

MEC desenvolve plataforma nacional digital da educação



O Ministério da Educação (MEC) está elaborando, em conjunto com secretarias, organizações sem fins lucrativos e empresas, uma plataforma nacional digital para a educação básica. A ideia é que ela ofereça aulas digitais estruturadas, com objetos de aprendizagem variados (vídeos, textos e jogos), e um conteúdo esquematizado – mas de modo com que cada rede ou escola organize seu currículo. A plataforma começou a ser pensada em fevereiro e deve ser lançada no início do ano que vem.
A ideia é de que as aulas digitais tenham níveis de complexidade, para que alunos em diferentes fase de evolução possam escolher o que fazer – objetivo é que haja opções do tipo de aula. O portal deve contar ainda com um sistema de avaliação que, além de monitorar o que o aluno aprendeu, já o direcione para um exercício ou conteúdo específico.
O plano inicial era começar a construção do projeto com uma plataforma voltada para os anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano). Mas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, por causa da preocupação do governo federal com o ensino médio, essa etapa não será deixada de lado já no início. Se for para aplicar recursos federais na produção de conteúdos digitais, esse investimento será feito para suprir o ensino médio.
Desde o ano passado, a pasta está mobilizada com secretarias estaduais para fortalecer uma nova identidade para essa etapa. E, nesse plano, a tecnologia teria papel fundamental.
O conteúdo dessa nova plataforma estaria organizado de acordo com as expectativas de aprendizagem baseadas nos descritores da Prova Brasil. Além de prever a produção de conteúdo especialmente para formar o portal, o projeto também deve reunir iniciativas bem-sucedidas realizadas pelo País.
A ideia de um modelo nacional surgiu de uma dessas iniciativas, a da cidade do Rio de Janeiro. As escolas cariocas contam desde 2011 com a Educopédia, plataforma de conteúdo digital. Como todo o material é aberto, cerca de 200 municípios utilizam formal ou informalmente. “Em uma visita de integrantes do MEC ao Rio, começamos a pensar o que seria uma plataforma nacional, que pudesse ser customizada para cada Estado”, explica a secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin.
Segundo ela, cada rede poderá colocar seu próprio sequenciamento de aulas e currículo e também customizar conteúdos. “Apesar de ser mobilizada pelo MEC, com participação nossa e de outras secretarias, ainda haveria a possibilidade de as redes recriarem para diferentes contextos, sem que nada seja idêntico.”
A secretária lembra que durante muito tempo houve um debate sobre se colocar computadores na escola era desperdício, “e, de fato, só essa presença não mexeu com o processo de aprendizagem”. “Mas hoje o computador entrou como ferramenta de apoio ao professor e de aprendizagem do aluno. A utilização adequada de portais de aprendizagem permite uma educação personalizada, sem perder a escala”, diz ela, citando o que tem sido feito com o novo modelo de escola criado na cidade, o Gente, como mostrou reportagem publicada no domingo (31/03) no Estado.
Colaboração
Além de aulas prontas (divididas em três níveis de complexidade), a plataforma deve ser equipada com ferramentas de customização e criação de novas atividades, áreas de compartilhamento e orientações para os professores.
Um grupo de instituições e empresas já está participando das conversas. “Há uma série de inovações que a iniciativa privada pode trazer, além de reunir esforços para um projeto único”, diz Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare e portal Porvir. Anna tem colaborado na sistematização de uma proposta e também no mapeamento de ações realizadas pelo País e que podem ser aproveitadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.