segunda-feira, 27 de maio de 2013

OS TABLETS CHEGARAM NAS ESCOLAS!!!

Tornou-se comum ouvirmos que na educação, sempre tenho essa informação, deve ser valorizada (que até hoje se espera pela valorização) para o bem e futuro de nosso país. O argumento é que um país, para se desenvolver, precisa valorizar e investir em educação É claro que em toda essa argumentação nunca informam que a mesma pode ser utilizada para mudar a situação social e econômica de um país ou manterem conservadas as Estruturas Sociais existentes.
Mas, para a se colocar uma educação de qualidade é necessário que tenhamos uma estrutura preparada, com professores igualmente preparados e atualizados ao momento em que a sociedade se encontra.

Recentemente a SEED-SE (Secretaria Estadual de Educação do Estado de Sergipe), juntamente com o MEC (Ministério da Educação e Cultura) disponibilizou 2.796 Tablets. Esse equipamento irá proporcionar aos professores acesso a internet criando condições para se atualizarem com a as novas tecnologias, já que poderá fazer pesquisas e terá  acesso a grande quantidade de informações no mundo da Internet.




Por ocasião da entrega deste equipamento (Tablets), alguns problemas foram detectados:

Questionando a embalagem

Quando da entrega dos Tablets, aos professores, foi questionado por que eles não estavam embalados (no caso individualmente). Só que os tablets chegaram embalados com dez unidades em cada caixa e as caixas estavam ali na presença de todos! A alegação é que violamos a embalagem! Quando eu perguntei a esses mesmos professores se era possível entregar esse equipamento individualmente sem violar as embalagens que vinham com dez unidades em cada caixa!

Falta de conhecimento de informática básica

Constatamos que a deficiência e falta de conhecimento, dos professores, em relação as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) , uma grande parte expressiva, não tem conhecimento do que seja a Rede de Acesso a Internet, que pode ser rede sem fio (Wi-fi) ou com fio (por intermédio de cabos).

Os tablets, que estão sendo distribuídos pela SEED-SE, se comunicam com a Internet por intermédio de uma Rede sem fio (Wi-FI) e as rede sem fio tem alcance limitado. Quando a pessoa sai do alcance de uma rede e vai para outro local, ele terá de se conectar a outra rede sem fio no local onde esteja.

Para piorar a situação, nem sempre conseguíamos conectar com a Rede da Secretaria por ocasião da entrega. As dificuldades não foram nem se conectar com a rede sem fio, foi explicar para alguns professores por que não estava se conectando a internet e tentar fazer entender o que era a rede sem fio!

Alguns professores retornaram a secretaria alegando que o tablet estava com defeito e não funcionava. Por que quando chegava no colégio onde lecionava ou em casa ele simplesmente não funcionava.. Em vista disso, alguns alegaram que tínhamos adulterado e outros que tínhamos violado o equipamento!!! Esqueceram de dizer o motivo que tínhamos para adulterar esses milhares de tables?

O Termo de Cessão de Uso

Para receber o Tablet era obrigatório que o professor assinasse o TERMO DE CESSÃO DE USO, onde o colégio, no qual o professor esteja lotado, se denomina CEDENTE e o professor(a) é denominado de CESSIONÁRIO(A).

O colégio é chamado de CEDENTE pelo Motivo que os Tablets são de responsabilidade e cedidos ao colégio. O colégio é quem foi beneficiado em receber os tables, os professores recebem os tablets como se fossem o colégio emprestando. Houve muitos questionamentos por que os mesmos não foram cedidos diretamente ao professor!

Muitos professores questionaram algumas cláusulas do Termo de Cessão de Uso e alguns viram, nestas cláusulas, motivos suficientes para não receberem os Tablets (alguns não receberam). Entre as cláusulas onde houve protestos, por parte de alguns professores, na qual podemos citar:

CLÁUSULA TERCEIRA - DAS OBRIGAÇÕES DA CESSIONÁRIA
2.6 Participar dos cursos de formação pedagógica oferecidos pels /SEED/CODIN/DITE e colocar em prática as metodologias e conhecimentos construídos / adquiridos.

A alegação referente essa cláusulas é que se sentiam pressionados a usarem os tablets para uso pedagógico! Estranhei a alegação, já que a distribuição, deste equipamento, é uma tentativa de melhorar a qualidade de ensino proporcionando acesso a internet aos profissionais da educação (professores e pedagogos) e as exigências existente na cláusula em questão está de acordo objetivo da compra e distribuição do equipamento!


CLÁUSULA QUINTA - DO PRAZO
O prazo da presente cessão é o período em que o professor estiver lotado na referida escola e freqüentando normalmente.

Muitos ficaram chateados pelo motivo que se mudassem de estabelecimento, seriam obrigados a devolverem o referido equipamento para a escola. Se observarem a parte sobre o Termo de Uso e Cessão, os tablets são cedidos aos colégios e não ao professor e se removido para outros estabelecimento, por remoção ou motivo de exoneração, ele é obrigado a devolver pra a escola, já que é ela que tem responsabilidade sobre o equipamento.

Parágrafo Único - A freqüência será averiguada pela Unidade de Ensino e pela Secretaria de Estado da Educação.

O controle de freqüência se o professor está (comparecendo) lecionando ou deixou de lecionar par efeito de empréstimo do equipamento, é de total responsabilidade dos colégios que receberam os referidos tablets.

O problema é que a Coordenadoria de Informática (CODIN) resolveu colocar, para teste, um programa chamado Diário Digital e isso foi motivo de críticas ácidas e alguns professores não receberam os tablets por esse motivo. Alegaram que isso é uma tentativa de controlar os professores! Só que o Diário Digital está em fase de teste é não existe a obrigação, até o momento, da aceitação por parte do professor.

Estranhamente, a alegação de que a secretaria estava querendo controlar os professores!. Eu perguntei aos professores, que se utilizaram deste argumento, se a freqüência dos colégios onde eles estavam lotadas não tinha nenhum controle? Ficaram chateados com a pergunta! Afinal de contas a freqüência se os professores estão dando aulas tem de ser controlada e é obrigação da administração de cada colégio (diretor, secretário e coordenadores) com ou sem Diário Eletrônico.

O interessante é que o Diário Digital sendo utilizado corretamente, os trabalhos de soma e contagem das aulas dadas e também a soma e cálculo das médias dos alunos desaparecem, e isso proporciona um ganho de tempo razoável. Para quem já utiliza deste sistema, em escolas particulares, já sabe destas vantagens!

CLÁUSULA SEXTA - DA DEVOLUÇÃO
Findo o prazo da cessão de direito de uso o CESSIONÁRIO deverá devolver o equipamento, descrito na cláusula segunda deste termo.

Embora o Termo de Cessão de Uso não diga explicitamente quando o equipamento deverá ser devolvido, criou-se polêmica em relação à questão de ter que devolver. Particularmente não acredito que o MEC irá solicitar devolução do equipamento, salvo a ocorrência de remoção ou exoneração do professor. A questão é que os professores achavam que os equipamentos deveriam ser doados, aos professores, em vez de cedidos para uso!


Fonte: http://debatendo-a-educacao.blogspot.com.br/2013/05/os-tables-chegaram-na-educacao.html

Tendencias emergentes en Educación con TIC - E-Book



La asociación Espiral nos hizo un regalo para conmemorar el día de Saint Jordi, el libro de Tendencias emergente en Educación TIC. Como ellos mismos ponen en su web:
 "Gracias a las aportaciones realizadas a través de la campaña de crowdfunding, el Libro Tendencias Emergentes en Educación con TIC es una realidad. Después de un año de trabajo, este libro muestra una serie de tendencias metodológicas amparadas en el uso de las herramientas TIC que están proporcionando resultados positivos, tanto en lo cuantitativo como en lo cualitativo."

El libro os lo podéis descargar en dos formatos... ¡aprovechad la oportunidad!

Descargar el libro en formatos (click en el icono)

ePUB                     PDF

domingo, 26 de maio de 2013

Google lança loja de aplicativos para educação

O Google anunciou nesta semana, durante sua conferência anual para programadores em San Francisco (EUA), uma ferramenta desenvolvida para ajudar professores do ensino básico a encontrar conteúdo educativo para usar em tablets. O Google Play for Education é uma loja de aplicativos testados e recomendado por educadores, que tem um sistema de busca que permite que os professores escolham os apps segundo disciplina e série. “Ouvimos muitos professores e eles nos disseram que havia uma lacuna entre o que é tecnologicamente possível em educação e o que é prático. E disseram que a responsabilidade de consertar isso era do Google. Nós concordamos”, afirmou Chris Yerga, diretor de engenharia do Android. “Ter apps testados é muito importante porque os professores confiam nos outros professores”, afirma Yerga. Assim, os educadores têm acesso a um conteúdo que já passou por alguma avaliação antes de usá-los com seus alunos. Ao entrar na loja, diz o executivo, o educador vê à esquerda um menu com as disciplinas e, horizontalmente, um menu em que pode selecionar a série que deseja. Depois de aplicar os filtros, ele tem acesso a uma série de apps que poderá usar com seus alunos. Alguns serão gratuitos, outros não. “Se todos os alunos tiverem uma conta no Google, o professor pode selecionar o app e colocar o nome do grupo de alunos que todos eles terão acesso instantâneo ao aplicativo em seus tablets”, explica Yerga. A iniciativa posiciona a empresa em um mercado amplamente dominado pela concorrente Apple. O Google Play for Education estará disponível a partir do segundo semestre e ainda não há previsão de que haja uma ferramenta com aplicativos em português. Enquanto isso, a empresa faz um chamado para programadores de todo o mundo para desenvolver aplicativos para crianças e jovens da educação infantil ao ensino médio. Já está disponível um guia com orientações para criar apps para a ferramenta e o conteúdo poderá ser submetido já no meio do ano. Além dos desenvolvedores individuais, o Google já conta com a parceria de instituições como a Nasa e a PBS para a criação de apps. Fonte: http://porvir.org/porcriar/google-lanca-loja-de-apps-para-educacao/20130517

sábado, 25 de maio de 2013

História na era Google



Principais momentos da conferência do historiador italiano Carlo Ginzburg, no ciclo Fronteiras do Pensamento, em 2010. Ginzburg discute como o Google altera as concepções que temos sobre o passado, o presente e o futuro.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2011/08/historia-na-era-google.html

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Feira em SP debate futuro do ensino e como aplicar a tecnologia na escola

Feira Educar foi adquirida neste mês por grupo de eventos do Reino Unido.
A 20ª edição da feira começa nesta quarta e vai até a sexta em São Paulo.


Por Ana Carolina Moreno
Edição de 2012 da Educar Educador, congresso e feira internacionais de educação realizados em São Paulo (Foto: Divulgação)Edição de 2012 da Educar Educador, congresso e
feira internacionais de educação realizados em
São Paulo (Foto: Divulgação)
A 20ª edição da Educar – Feira Internacional de Educação começa nesta quarta-feira (22) em São Paulo com mais de 200 expositores e 150 palestrantes. De acordo com Marcos Melo, diretor da Futuro Eventos, que realiza a feira para donos de escola, gestores escolares, professores e especialistas em educação, os números do evento crescem a cada ano e, na edição de 2014, devem ganhar ainda mais amplitude internacional. Melo anunciou que, neste mês, chegou a um acordo de aquisição com a i2i Events Group, empresa britânica que organiza a maior feira educacional do mundo e agora inicia sua atuação no Brasil.
Neste ano, a Educar acontece nos dias 22 a 25 de maio no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. Além do pavilhão de exposição, com entrada gratuita, acontecerá o 20º Educador – Congresso Internacional de Educação, evento pago e com inscrição prévia.
Em entrevista ao G1 em São Paulo, Mark Shashoua, CEO da i2i, afirmou que escolheu o país por causa do crescimento nos investimentos locais em educação. De acordo com suas projeções, quase R$ 500 bilhões devem ser movimentados pelo segmento educacional nos próximos cinco anos. "Nós vemos o Brasil avançando muito rápido nos investimentos em educação", afirmou Shashoua, que neste ano também fechou acordos para levar a Bett Show (Feira Britânica de Treinamento e Tecnologia Educacional, na sigla em inglês) à China e à Índia.
Segundo ele, com a aquisição da Educar, a marca do evento britânico "finca o pé no Brasil e na América do Sul".
Shashoua afirmou que a união da Bett com a Educar começará na edição de 2014 do evento e, além de ampliar o espaço físico, com um pavilhão dedicado à Bett, a parceria facilitará a aproximação ao país de grandes nomes internacionais da educação e da tecnologia. Para Melo, um dos objetivos do acordo é também atrair participantes de outros países da América do Sul à Educar, que nesta edição espera receber cerca de 16 mil visitantes.
Mark Shashoua, da i2i, empresa que realiza a maior feira educacional do mundo (Foto: Divulgação)Mark Shashoua, da i2i, empresa dona da maior
feira educacional do mundo (Foto: Divulgação)
O futuro da educação
Entre lousas e livros digitais e robôs que auxiliam nas aulas de laboratórios, a Educar deste ano quer ainda provocar uma reflexão sobre o que significa a "escola do futuro", afirma Melo. "O futuro não necessariamente tem que estar na tecnologia. Ela tem que ser um dos objetivos, mas a educação lida com pessoas, professores, alunos, pais, comunidade. Não pode virar algo mecânico, uma linha de montagem", defendeu ele.
Segundo o diretor da feira, os indicadores de avaliação educacional mostram que as escolas mais bem sucedidas são as que mostram evolução em todos os quesitos, como infraestrutura, valorização dos professores, e não só na inovação.
"Conheço escolas que compraram lousas digitais há anos e nunca utilizaram. A questão com a tecnologia é que ela é muito rápida, tem que ser feita agora. Uma coisa é a instrumentalização, mas o conceito de tecnologia tem que ser pensado como um todo", diz. Ele afirma que um dos principais obstáculos para que a tecnologia efetivamente transforme a educação das próximas gerações é a capacitação de professores com "volume e qualidade".
Para Melo, se o professor no Brasil não se capacitar logo, a sala de aula pode ter uma inversão de papeis. "Um computador por sala de aula dá votos, mas não necessariamente melhora a educação."
Shashoua acredita que esse problema não acontece só no Brasil, mas é um desafio enfrentado em todos os países, já que os alunos de hoje em dia crescem muito mais próximos das novas tecnologias que seus professores. Ele afirma que uma das maneiras de enfrentar esse fenômeno é o "treinamento contínuo" e a troca de informações entre professores e gestores de diversas regiões.
20ª Educar Educador 2013 - Congresso e Feira Internacionais de Educação
Data: de quarta-feira (22) à sábado (25)
Horários: 22/05: das 15h30 às 19h30; 23 a 25/05: das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo)
Entrada: na feira, a entrada é gratuita; para o congresso, a inscrição é paga

Estudo mapeia comportamento de jovens brasileiros na internet

A presença em massa de crianças e adolescentes na web não é novidade. Mesmo assim, pouco se é falado sobre o comportamento destes jovens na internet: quais são os riscos e oportunidades que eles encontram diariamente na rede? Baseado na pesquisa europeia EU Kids Online, que fez um mapeamento da relação dos pequenos com a internet, o CGI.br em conjunto com o CETIC.br e o NIC.br, lançaram a pesquisa TIC Kids Brasil Online 2012 que revelou dados interessantes sobre a vida online dos jovens. 
Entre os dados, o estudo apontou que o acesso à web acontece cada vez mais cedo, se intensificando de acordo com a classe social, e que 50% destes jovens estão em rede diariamente, inclusive por dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Nas atividades exercidas, redes sociais, jogos e entretenimento, como vídeos, estão no topo. Os números são maiores que os Europeus, entre os jovens brasileiros de 9 a 16 anos, 70% têm um perfil em alguma rede social. 
Destes jovens conectados, poucos recebem alguma mediação dos pais para usarem a internet. Dificilmente esbarram em regras ou direcionamentos para aproveitar melhor os benefícios da tecnologia ou mesmo para evitar os riscos, que passam, por exemplo, por pornografia, exploração sexual e bullying. Um dos motivos desta falta de mediação é o fato de que os pais de 55% destes jovens não utilizam a internet e não conhecem os potenciais perigos. A boa notícia é que 75% das crianças e adolescentes acreditam nos perigos e querem se prevenir. 
Junto ao lançamento da pesquisa, também aconteceu o debate “Crianças e adolescentes na internet: riscos e oportunidades”, que contou com a presença de Ellen J. Helsper, Profa. Dra. da London School of Economics, Cristina Ponte, Profa. Dra. da Universidade Nova de Lisboa e a Profa. Dra. Regina de Assis, Consultora em Mídia e Educação. Na conversa, foi discutida a importância da mediação de pais e educadores no uso das tecnologias pelos jovens, a diferença entre o comportamento virtual em diferentes partes do mundo e o papel fundamental desta pesquisa para o futuro de políticas públicas relacionadas às TICs na educação. 
“As redes sociais se tornaram algo cultural no Brasil, muito mais do que na Europa, e é evidente que as crianças queiram fazer parte disso cada vez mais cedo”, comenta Cristina. Para Regina, o papel dos pais nas ações virtuais dos filhos é essencial. “A geração 2.0 acha que sabe tudo. Ela sabe muito, mas não sabe tudo”, explica. 
Mas segundo Ellen, esta mediação deve ser feita com muito cuidado, principalmente para os pais não tentarem se apropriar da intimidade dos filhos, que é essencial ao desenvolvimento. “É natural que as crianças e os adolescentes errem e os pais devem entender este processo. Então esta mediação do uso das tecnologias deve ser feita na conversa, no cotidiano, sem uma imposição ou utilizando de ferramentas de bloqueio, por exemplo”, pontua. 
A pesquisa, inédita no Brasil e com dados pouco explorados em todo o mundo, aparece como um forte combustível para que pais e professores integrem as tecnologias ao seu cotidiano e passem a enxergar as oportunidades que elas trazem. Uma vez que a população jovem está tão conectada, não restam dúvidas de que os mais velhos devam entender e fazer parte também da realidade virtual. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dropbox–Automatizar tarefas


dropboxautomator
Sou um grande adepto do Dropbox. Penso que hoje, todos nós precisamos de ter um serviço que sincronize documentos entre os diferentes meios tecnológicos que usamos(pc,telemóvel, tablet) e o Dropbox é o meu preferido.
Hoje tive acesso a um serviço recente muito interessante para trabalhar com o Dropbox. É o DropboxAutomator, este serviço permite automatizar uma série de tarefas que facilitam muito.
Basicamente o DropboxAutomator permite que cada vez que se coloca numa determinada pasta um documento, executar sobre este algumas tarefas. Alguns exemplos :
Sempre que se coloca numa pasta um documento podemos convertê-lo para pdf, fazer o upload para o Google Docs ou para o slideshare
Contém também tarefas que se podem efetuar com imagens: Fazer o upload para o Facebook ou Flickr, reduzir o seu tamanho, escrever um determinado texto na imagem ou colocar um logotipo
Sempre que alguém coloca um novo ficheiro numa pasta partilhada é enviado para  um e-mail.
O serviço ainda é recente e como tal deve ter algumas funcionalidades que não devem estar devidamente “afinadas” mas merece a nossa atenção.
Na escola, este serviço, em trabalho colaborativo é muito interessante, uma vez que somos notificados por e-mail  quando alguém adiciona algo novo na pasta partilhada pela equipa. Além disso, se temos por hábito partilhar uma pasta com os nossos alunos este permite proteger facilmente os nossos documentos ou publicá-los em diferentes plataformas.
Em relação aos alunos, para receber documentos prefiro utilizar o dropittome que é a ferramenta ideal para enviar documentos para a nossa pasta. 

Internet na sala de aula




O professor Juvenal Zanchetta (UNESP/Univesp) falou do lançamento do seu livro sobre o uso da internet na sala de aula, publicado pela editora Contexto, em programa da UnivespTV. O trabalho aponta as características da leitura de textos midiáticos e suportes tecnológicos do Brasil, e a melhor forma de usá-los na escola e na prática de leitura. O livro discute aspectos sensoriais e afetivos existentes nesses conteúdos digitais, conforme explica o autor na entrevista.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/internet-na-sala-de-aula.html

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E-book: TIC Kids Online Brasil 2012



Foi lançado há pouco o livro digital TIC Kids Online Brasil 2012: pesquisa sobre o uso da Internet por crianças e adolescentes, coordenado por Alexandre F. Barbosa, numa produção do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O trabalho reúne uma série de artigos que refletem sobre os dados da pesquisa mencionada no título. Entre os artigos há um dos professores Ismar de Oliveira Soares, presidente da ABPEducom, e Claudemir Edson Viana, “Pais, filhos e internet: a pesquisa Kids Online Brasil 2012 na perspectiva da Educomunicação”.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/e-book-tic-kids-online-brasil-2012.html

O computador e os estudantes com dificuldades de aprendizagem



Os uso de computadores por estudantes com dificuldades de aprendizagem é o título da monografia da professora Luciana Andréa Balbino, defendida no dia 4 de maio de 2013, no curso Mídias na Educação (SP). Na entrevista acima, ela fala sobre o trabalho, e a respeito do papel do professor na mediação pedagógica do uso do computador, destacando a importância do mesmo. Além disso, comenta os subsídios oferecidos pelo curso Mídias na Educação à sua prática.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/o-computador-e-os-estudantes-com.html

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Muito além dos tablets: digitalização da educação implica mudança de cultura

Introduzir a tecnologia em sala de aula já não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro que a medida impõe, as instituições de ensino acabam tendo que destinar tempo e recursos na formação de educadores e adaptação de conteúdos. E como se não bastasse, em pouco tempo de implementação, especialistas na área já chegaram a um consenso: não basta apenas ter um tablet à mão, é preciso que a escola absorva os princípios da cultura digital.

Digitalização da educação implica mudança de cultura
“Digitalização não tem a ver apenas com introdução de tablets e projetores em sala de aula. Tem a ver com uma mudança de cultura”, analisa Ana Barroso, especialista em comportamento digital, sócia da Sodet – empresa que desenvolve ferramentas de colaboração e compartilhamento de informações.
Segundo ela, os educadores precisam ter acesso à ferramentas que os possibilitem compartilhar e distribuir o conhecimento que já possuem. “É muito comum ver professores em pânico diante de tantos estímulos. Muitas vezes eles terminam isolados tentando lidar com redes sociais e outras plataformas.”
Para evitar esse tipo de situação, uma das saídas propostas por Ana é a formação de redes. Ela acredita que essa pode ser uma forma de romper com o medo da tecnologia e permitir a troca de experiências exitosas entre docentes.  Como resultado imediato, eles teriam disponível um grande leque de vivências em sala de aula.
Educação do Futuro
Alguns países, como Estados Unidos e Finlândia, vêm testando formatos educacionais nos quais a incorporação da cultura digital – com ênfase para os aspectos de co-criação, colaboração e compartilhamento – acabaram forjando novos paradigmas de aprendizagem.
Durante o “Congresso Visão XXUNO: O desafio de construir a escola”, que o Portal Aprendiz acompanha em Orlando, Estados Unidos, o diretor geral da Santillana Digital, Miguel Barrero, apresentou os alicerces da educação do futuro.
Flip Education
Um dos maiores exemplos de Flip Education é a Khan Academy. Elaborada por Salman Khan, trata-se de uma plataforma de mais de 3.800 vídeos educacionais vistos por milhões de pessoas, incluindo os filhos de Bill Gates.
Baseada em pesquisa e investigação, a chamada Educação Invertida pressupõe que a escola é um lugar de interação e, sobretudo, um espaço para sanar dúvidas. Por meio de videoaulas, os alunos recebem os conteúdos a serem estudados em casa e vão às aulas para construir significados sobre o que aprenderam. Nesse modelo, o estudante é protagonista do processo educativo e cabe ao professor estabelecer dinâmicas e caminhos, a fim de orientá-lo. O mobiliário tradicional de uma sala de aula não dá conta dessa proposta, por isso, a tendência é que os espaços educativos sejam todos circulares. Na Finlândia, esse cenário já é uma realidade.
Anytime Anywhere Education
Educação Expandida é aquela que ocorre a qualquer tempo, em qualquer lugar. Na prática, isso implica numa aprendizagem para alem do horário escolar e dos muros da escola.
Open Education
Nos próximos anos, a demanda por uma educação gratuita e de acesso a todos será cada vez maior. Com o aparecimento de plataformas que podem ser utilizadas no processo pedagógico, como Instagram e Pinterest, somadas àquelas desenvolvidas por empresas e universidades com essa finalidade, o mundo está prestes a ser um grande território educativo.
Adaptive Education
Implementada em Nova York em larga escala, por meio do programa iZone, a denominada educação personalizada tem no aluno a chave para o aprendizado. Em vez de convencê-lo de que determinado assunto deve ser estudado, a personalização do ensino parte dos seus interesses e de suas potencialidades para estabelecer o processo educativo.
P2P Education
Estudos indicam que a confiabilidade entre iguais é muito maior do que quando há uma hierarquia estabelecida. A educação entre iguais eleva o protagonismo do aluno ao regime de colaboração e compartilhamento. Ou seja, esse modelo propõe que alunos compartilhem entre si a produção de conhecimento.
BYOD Education
Bring Your Own Device (Traga seu próprio dispositivo) é o mote de uma educação plenamente digitalizada. Não importa se tablet ou smart phone, o fato é que esses gadgets serão cada vez mais falados quando o assunto for educação.
Será o fim da escola?
Diante dessa nova realidade, é impossível não se perguntar se veremos o fechamento massivo de escolas pelo mundo. Axel Rivas, docente argentino especializado em política educacional, acredita que as escolas não desaparecerão porque serão capazes de se repensar.
Rivas falou durante o congresso sobre a necessidade da escola se reinventar, desconstruir alguns dogmas que acompanharam sua trajetória como instituição e ser capaz de desempenhar um papel relevante no contexto das novas tecnologias.
“A ameaça do fim das escolas existe e nunca antes foi tão difícil ser docente. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, temos muito mais liberdade para ensinar e aprender”, reflete o professor.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Escrevendo códigos para aprender



Na palestra TED acima, Mitch Resnick, do laboratório de Mídia do MIT, observa que as crianças e jovens têm mais experiências em “ler” as novas mídias do que na “escrita” das mesmas. Em outras palavras, “os jovens hoje têm muita experiência e muita familiariedade em interagir com novas tecnologias, mas muito menos em criar usando novas tecnologias e em se expressar com novas tecnologias”. 

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/escrevendo-codigos-para-aprender.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SALA DE AULA INTERATIVA E O PARADIGMA COMUNICACIONAL


Marco Silva é sociólogo e doutor em educação autor dos livros “Sala de aula interativa” e “Formação de professores para docência online” Coordenador do Laboratório de Educação On-line da Faculdade de Educação da UERJ e um dos fundadores da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber).
1. Em seu livro Sala de aula interativa, você aponta mudanças que a interatividade proporciona no paradigma comunicacional. Qual o paradigma que prevalece nas nossas escolas?
Marco Silva: O paradigma comunicacional que prevalece nas nossas escolas é o unidirecional. Ele sustenta a pedagogia baseada no falar-ditar ou na oratória do mestre. Ele sustenta a prática docente baseada na apresentação do “conhecimento” para recepção e execução. A sala de aula presencial, a sala de aula da “educação a distância” (EaD via impressos, rádio e tv) e também a sala de aula online estão muito definidas por esse paradigma unidirecional. Estão todas imersas no cenário secular da cultura do audiovisual de massa. E são herdeiras da lógica da distribuição de informação que separa a emissão que tem o controle da situação e a recepção que, mesmo inquieta, não tem autoria direta na construção da mensagem porque os meios impressos, rádio, cinema e tv não contemplam sua atuação. Assim, podemos dizer que os sistemas de ensino que conhecemos são mídias unidirecional de massa. Falemos então em paradigma informacional e não comunicacional.
2. Quais são os pressupostos de uma sala de aula interativa?
Marco Silva: A sala de aula que quiser superar o paradigma unidirecional da pedagogia da transmissão pode começar atendendo efetivamente às sugestões clássicas de grandes educadores como Dewey, Vygotsky, Freinet, Anísio Teixeira e Paulo Freire que são: autonomia, diversidade, dialógica e democracia. Entretanto, será preciso algo mais que eles não tiveram em seu tempo forjado na cultura do audiovisual de massa: o paradigma da comunicação interativa. Eles tiveram as palavra interação e interacionismo, de certo modo compatíveis com a cultura do audiovisual de massa. Será preciso mais que isso. Refiro-me à palavra interatividade que não é um termo da informática, mas da teoria da comunicação. Ela diz respeito à dinâmica que articula emissão e recepção na cocriação da mensagem. Os clássicos educadores, nossas maiores referências em educação, não puderam experimentar essa dinâmica no cenário midiático que conheceram. Para ser interativa, a sala de aula precisará rever sua ambiência comunicacional e o professor deverá promover e garantir aos discentes: autoria, compartilhamento, conectividade, colaboração na construção da comunicação, do conhecimento e da educação.
3. O que deve ser feito em sala de aula para que os alunos não sejam meros receptores de informações, mas, criadores, construtores e coautores da aprendizagem?
Marco Silva: O professor, em sua mediação docente, precisará operar uma diversidade de engajamentos comunicacionais. Por ex.: a) Oferecer múltiplas informações (em imagens, sons, textos, etc.) utilizando ou não tecnologias digitais, mas sabendo que estas, utilizadas de modo interativo, potencializam consideravelmente ações que resultam em conectividade, autoria e colaboração na construção da comunicação e do conhecimento; b) Ensejar (oferecer ocasião de…) e urdir (dispor entrelaçados os fios da teia, enredar) múltiplos percursos para conexões e expressões com o que os discentes possam contar no ato de manipular as informações e percorrer percursos arquitetados; c) Estimular os discentes a contribuir com novas informações e a criar e oferecer mais e melhores percursos, participando como coautores do processo; d) Pressupor a participação-intervenção do receptor, sabendo que participar é muito mais que responder “sim” ou “não”, é muito mais que escolher uma opção dada; participar é modificar, é interferir na mensagem; e) Garantir a bidirecionalidade da emissão e recepção, sabendo que a comunicação é produção conjunta da emissão e da recepção; o emissor é receptor em potencial e o receptor é emissor em potencial; os dois polos codificam e decodificam; f) Disponibilizar múltiplas redes articulatórias, sabendo que não se propõe uma mensagem fechada, ao contrário, se oferece informações em redes de conexões permitindo ao receptor ampla liberdade de associações, de significações; g) Engendrar a cooperação, sabendo que a comunicação e o conhecimento se constroem entre alunos e professor como cocriação; e h) Suscitar a expressão e a confrontação das subjetividades, sabendo que a fala livre e plural supõe lidar com as diferenças na construção da tolerância e da democracia.
4. O que você diria a um professor que quer modificar sua postura centrada no seu falar-ditar, mas não sabe como?
Marco Silva: Em primeiro lugar eu o felicitaria pelo seu desejo e inquietação, revelando que com isso ele já tem 50% do caminho andado. Em segundo lugar, que procure a formação continuada capaz de lhe oferecer subsídios precisos para alcançar tal objetivo. Sobre este segundo item, eu o alertaria para o fato de que a formação para docência existente costuma ser ela mesma herdeira do paradigma informacional e não comunicacional. A formação baseada em palestras pontuais é o maior exemplo disso. Para além, ele precisará se engajar em formação continuada baseada em oficinas, leituras, debates… em suma, precisará da formação que permita vivenciar aquilo que ele deseja alcançar e aperfeiçoar na prática docente em sua sala de aula.

5. Paulo Freire mesmo não tendo tratado do conceito de interatividade é uma referência no seu livro Sala de aula interativa. Que relação há entre Freire e uma sala de aula interativa?
Marco Silva: Freire aprece no meu livro dizendo algo que vem sustentar minha mobilização em favor da sala de aula interativa. Vou transcrever aqui suas falas devidamente citadas para estimular sua leitura no original: “A educação autêntica, repitamos, não se faz de ‘A’ para ‘B’ ou de ‘A’ sobre ‘B’, mas de ‘A’ com ‘B’, mediatizados pelo mundo.” (Pedagogia do oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978, p. 98.) Ele critica a pedagogia da transmissão como modelo mais identificado como prática de ensino e menos habilitado a educar: “O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma uma consciência bancária [sedentária-passiva]. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador. Educa-se para arquivar o que se deposita. [...] A consciência bancária ‘pensa que quanto mais se dá mais se sabe’.” Dizendo assim ele critica o ensino que não estimula a expressão criativa e transforma o estudante no receptor passivo que perdeu a capacidade de ousar (Cf. Educação e mudança, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 38.). “Quem apenas fala e jamais ouve; quem ‘imobiliza’ o conhecimento e o transfere a estudantes, não importa se de escolas primárias ou universitárias; quem ouve o eco apenas de suas próprias palavras, numa espécie de narcisismo oral [...], não tem realmente nada que ver com libertação nem democracia.” (A importância do ato de ler…, São Paulo: Autores Associados/Cortez, 1982, p. 30-31.) Portanto, “ensinar não é a simples transmissão do conhecimento em torno do objeto ou do conteúdo. Transmissão que se faz muito mais através da pura descrição do conceito do objeto a ser mecanicamente memorizado pelos alunos”. (Pedagogia da esperança…, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 81.). Essa advertência de Paulo Freire, no entanto, não modificou a postura comunicacional dos docentes com seus discentes. Mesmo percebendo que a tela interativa do computador, do tablet, do celular, que sustenta as redes sociais e os blogs na cultura digital ou na cibercultura, vem engendrando um novo espectador menos passivo diante da transmissão própria da cultura do audiovisual de massa, pouco ou quase nada faz para contemplar a expressão comunicacional interativa tão favorável à educação cidadã.

O EAD no Brasil evolui e melhora a aceitação do mercado


O panorama da educação à distância indica boas perspectivas para os próximos anos. A adesão tem aumentado e a qualidade dos cursos tem se aprimorado e os empregadores começam a ver esse tipo de formação com outros olhos.
Por Cíntia Oliveira de Souza Pires
Nos últimos anos, tem-se visto um grande destaque para a educação a distância no Brasil. Isso se deve, principalmente, à evolução tecnológica. A tecnologia da informação, bem como a sua popularização, proporcionou a facilidade na troca de informações a distância, permitindo um aprimoramento nessa modalidade de ensino. Embora esteja em alta e pareça algo relativamente novo (em virtude da tecnologia associada), essa modalidade já existe há muito tempo, conforme se verá a seguir.
Em 1904, algumas escolas internacionais, privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência. Em 1934, Edgard Roquette-Pinto cria a Rádio-Escola Municipal, no Rio de Janeiro, em que os estudantes tinham acesso a folhetos e esquemas de aulas antecipadamente, além de troca de correspondência também. Em 1941 surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944 e resurgiu, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas, em 1947. Nessa época cria-se, ainda, o Instituto Universal Brasileiro, que oferecia cursos profissionalizantes por correspondência. Já na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho cria telecursos, para supletivo de ensino fundamental e médio, com transmissão de aulas televisionadas e apostilas, que existem até hoje. Tais experiências foram bem-sucedidas, mas não tiveram boa aceitação por parte do governo e da sociedade; não eram vistas com bons olhos, mas como ineficientes, como educação de baixa qualidade, por se diferenciar do tradicional (sala de aula, aluno, professor).
Entretanto, atualmente, a adesão a essa modalidade de ensino tem crescido substancialmente, mais até do que ao ensino presencial. O governo, então, criou leis para regulamentar a atuação das instituições nessa modalidade, criando até mesmo, em 1996, a Secretaria da Educação a Distância, que, segundo o portal do MEC, “atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras”.
Desde a regulamentação da modalidade no país, por meio do Decreto federal n° 5.622/05, a qualidade subiu muito. O MEC, por meio da Portaria n 4.059, de 2004, permitiu às instituições de ensino superior introduzir, em sua grade, até 20% de disciplinas nessa modalidade. E muitas o fizeram. Grandes instituições de ensino já possuem graduação, pós-graduação, cursos de aperfeiçoamento e extensão a distância, graças à demanda, que tem crescido muito nos últimos tempos. A busca por melhorias rápidas na carreira, a falta de tempo e a distância fazem com que um número cada vez maior de pessoas adotem essa modalidade em sua formação.
Embora ainda exista certo preconceito, por parte de alguns empregadores, que veem profissionais formados em cursos a distância como menos qualificados, a tendência é o crescimento e, mais do que isso, desenvolvimento da educação a distância no país. A regulamentação, por meio de leis, da modalidade contribuiu para a melhoria da qualidade e, consequentemente, para aceitação por parte da sociedade. A evolução da tecnologia da informação tornará (ou já torna) a educação a distância uma tendência, que se relaciona também com a correria das grandes cidades e a dificuldade de acesso físico à universidade de pessoas que moram em regiões mais isoladas. Se isso contribuir para a democratização da educação e da cultura, que sejam, então, bem-vindas as mudanças.

Recursos para professores - Caderno sobre REA



Dirigido a professores e produzido pelos pesquisadores Elayne Morais, Aline Ribeiro e Tel Amiel, vinculados à UNICAMP, o Caderno para professores sobre REA tem como objetivo esclarecer questões relacionadas aos materias educativos que possam ser vistos como “abertos”. Assim, possui três partes, sendo que a primeira aborda aspectos básicos sobre REA (o que é, como pode ajudar, etc.), a segunda discute como o professor pode trabalhar com os Recursos Abertos e a terceira fala sobre questões legais (direitos autorais, licenças abertas, etc.). O trabalho possui também um glossário e tutoriais.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/recursos-para-professores-caderno-sobre.html

Professores do Século XXI

A tecnologia está para a resolução dos problemas educativos como o dinheiro para a felicidade! Não garante, mas ajuda muito! Tal como com o dinheiro, o que interessa é o que fazemos com ele (metodologia)! Mas aqui fica uma apresentação fantástica, que resume o espírito deste blogue! 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Muito além dos tablets: digitalização da educação implica mudança de cultura


Introduzir a tecnologia em sala de aula já não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro que a medida impõe, as instituições de ensino acabam tendo que destinar tempo e recursos na formação de educadores e adaptação de conteúdos. E como se não bastasse, em pouco tempo de implementação, especialistas na área já chegaram a um consenso: não basta apenas ter um tablet à mão, é preciso que a escola absorva os princípios da cultura digital.
Crédito: ra2 Studio
Digitalização da educação implica mudança de cultura
“Digitalização não tem a ver apenas com introdução de tablets e projetores em sala de aula. Tem a ver com uma mudança de cultura”, analisa Ana Barroso, especialista em comportamento digital, sócia da Sodet – empresa que desenvolve ferramentas de colaboração e compartilhamento de informações.
Segundo ela, os educadores precisam ter acesso à ferramentas que os possibilitem compartilhar e distribuir o conhecimento que já possuem. “É muito comum ver professores em pânico diante de tantos estímulos. Muitas vezes eles terminam isolados tentando lidar com redes sociais e outras plataformas.”
Para evitar esse tipo de situação, uma das saídas propostas por Ana é a formação de redes. Ela acredita que essa pode ser uma forma de romper com o medo da tecnologia e permitir a troca de experiências exitosas entre docentes.  Como resultado imediato, eles teriam disponível um grande leque de vivências em sala de aula.
Educação do Futuro
Alguns países, como Estados Unidos e Finlândia, vêm testando formatos educacionais nos quais a incorporação da cultura digital – com ênfase para os aspectos de co-criação, colaboração e compartilhamento – acabaram forjando novos paradigmas de aprendizagem.
Durante o “Congresso Visão XXUNO: O desafio de construir a escola”, que o Portal Aprendiz acompanha em Orlando, Estados Unidos, o diretor geral da Santillana Digital, Miguel Barrero, apresentou os alicerces da educação do futuro.
Flip Education
SalmanKhan1
Um dos maiores exemplos de Flip Education é a Khan Academy. Elaborada por Salman Khan, trata-se de uma plataforma de mais de 3.800 vídeos educacionais vistos por milhões de pessoas, incluindo os filhos de Bill Gates.
Baseada em pesquisa e investigação, a chamada Educação Invertida pressupõe que a escola é um lugar de interação e, sobretudo, um espaço para sanar dúvidas. Por meio de videoaulas, os alunos recebem os conteúdos a serem estudados em casa e vão às aulas para construir significados sobre o que aprenderam. Nesse modelo, o estudante é protagonista do processo educativo e cabe ao professor estabelecer dinâmicas e caminhos, a fim de orientá-lo. O mobiliário tradicional de uma sala de aula não dá conta dessa proposta, por isso, a tendência é que os espaços educativos sejam todos circulares. Na Finlândia, esse cenário já é uma realidade.
Anytime Anywhere Education
Educação Expandida é aquela que ocorre a qualquer tempo, em qualquer lugar. Na prática, isso implica numa aprendizagem para alem do horário escolar e dos muros da escola.
Open Education
Nos próximos anos, a demanda por uma educação gratuita e de acesso a todos será cada vez maior. Com o aparecimento de plataformas que podem ser utilizadas no processo pedagógico, como Instagram e Pinterest, somadas àquelas desenvolvidas por empresas e universidades com essa finalidade, o mundo está prestes a ser um grande território educativo.
Adaptive Education
Implementada em Nova York em larga escala, por meio do programa iZone, a denominada educação personalizada tem no aluno a chave para o aprendizado. Em vez de convencê-lo de que determinado assunto deve ser estudado, a personalização do ensino parte dos seus interesses e de suas potencialidades para estabelecer o processo educativo.
P2P Education
Estudos indicam que a confiabilidade entre iguais é muito maior do que quando há uma hierarquia estabelecida. A educação entre iguais eleva o protagonismo do aluno ao regime de colaboração e compartilhamento. Ou seja, esse modelo propõe que alunos compartilhem entre si a produção de conhecimento.
BYOD Education
Bring Your Own Device (Traga seu próprio dispositivo) é o mote de uma educação plenamente digitalizada. Não importa se tablet ou smart phone, o fato é que esses gadgets serão cada vez mais falados quando o assunto for educação.
Será o fim da escola?
Diante dessa nova realidade, é impossível não se perguntar se veremos o fechamento massivo de escolas pelo mundo. Axel Rivas, docente argentino especializado em política educacional, acredita que as escolas não desaparecerão porque serão capazes de se repensar.
Rivas falou durante o congresso sobre a necessidade da escola se reinventar, desconstruir alguns dogmas que acompanharam sua trajetória como instituição e ser capaz de desempenhar um papel relevante no contexto das novas tecnologias.
“A ameaça do fim das escolas existe e nunca antes foi tão difícil ser docente. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, temos muito mais liberdade para ensinar e aprender”, reflete o professor.