segunda-feira, 15 de agosto de 2016

As tecnologias podem transformar a educação?

A rapidez das mudanças tecnológicas do mundo hoje tem impactado a vida cotidiana de todos nós e as políticas públicas dos setores de educação, saúde, segurança, etc. Na área da educação, as tecnologias abrem caminhos para experiências como a educação a distância, a formação de comunidades de aprendizagem virtuais e a criação de inúmeros aplicativos, que buscam aumentar o interesse dos alunos pelas disciplinas, diversificar as aulas e reunir conhecimentos em diferentes plataformas. Contudo, a velocidade da disseminação das novas tecnologias nos leva a fazer algumas reflexões.
De um lado, não podemos considerar as tecnologias como a nova bala de prata educacional. Estudos realizados pela OECD demonstram que as tecnologias podem impactar a melhoria da qualidade de educação daqueles estudantes que já têm desenvolvidas as habilidades de leitura, escrita, cálculo ou as competências de análise, síntese, dentre outras. No entanto, para alunos com nível precário dessas habilidades e competências, o uso das tecnologias fica restrito essencialmente a redes sociais e entretenimento. Ou seja, empregar a tecnologia em sala de aula não necessariamente implica em mais aprendizado para todos os alunos.
Isso não quer dizer que devemos descartar o uso de tecnologias em sala de aula. Ignorar a tecnologia não faz sentido em um mundo no qual ela é parte do dia-a-dia de todos, desde as crianças aos jovens, adultos e idosos de todas as classes sociais. Por isso, devemos entender quais recursos tecnológicos podem ser ferramentas efetivas para apoiar e impactar resultados educacionais de forma ampla.
Na semana passada, tive a oportunidade de visitar e conhecer diversos laboratórios de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts(MIT), o Media Lab, nos EUA. Muitas vezes, temos preconceito em relação ao pragmatismo americano, muito voltado para os aspectos práticos do mundo. Mas sem dúvida eles têm a capacidade de desenvolver e acolher pesquisas que estão na fronteira do conhecimento. Fiquei encantada com tantas possibilidades e, principalmente, com o que ouvi de diversos professores pesquisadores.
Dou um exemplo: sabemos que para melhorar a educação precisamos formar professores, adquirir bons materiais, melhorar os processos de avaliação, etc. E que isso demora de cinco  a dez anos, pelo menos. Mas o que podemos fazer agora, para que essa geração de crianças pequenas não seja prejudicada por esta demora? Tal pergunta inspirou os pesquisadores a usar as tecnologias para que as crianças e jovens não percam seu futuro e possam desenvolver sua criatividade, seu vocabulário e suas chances de ter oportunidades mais iguais.
Nesse contexto, está o programa Scrach, que faz uso de uma plataforma online gratuita para desenvolver a criatividade, o trabalho colaborativo e até as habilidades de programação das crianças. Outro exemplo é o projeto Curious Learning, que busca aumentar o vocabulário e a conversação de crianças de regiões rurais e urbanas de alta vulnerabilidade social. Para isso, são usados joguinhos e aplicativos virtuais. E muitos outros projetos do MIT/ Cambridge pesquisam diversas áreas da educação e neurociência em busca de evidências que possam inspirar programas concretos para impactar as comunidades e transformar o mundo. 
Educação é um processo de longo prazo, mas não podemos sacrificar as gerações atuais enquanto esperamos as mudanças definitivas acontecerem. Não se trata de optar por curto ou longo prazo. Temos de encontrar meios para traçar políticas de longo prazo, mas que tenham várias etapas com impactos no curto e médio prazos também. E neste aspecto, o uso da tecnologia para a educação pode nos oferecer boas saídas.
O problema é que, na experiência brasileira, o provisório se torna permanente e o curto prazo se estende como longo prazo. Superar e transformar esse modo de ser e fazer política é um enorme desafio. Precisamos encará-lo de frente para avançarmos no desenvolvimento de políticas que possam ser mais efetivas. Assim, caminharemos para uma educação mais justa para todas as crianças e jovens brasileiros. 
Por Maria Alice Setubal
Fonte: http://educacao.uol.com.br/colunas/maria-alice-setubal/2016/05/03/as-tecnologias-podem-transformar-a-educacao.htm

6 tendências na educação para 2016

As mudanças na educação continuam avançando rapidamente. No mundo e no Brasil.
A Revolução Digital, as novas formas de trabalho e as necessidades da geração digital estão nos forçando a reformular, a ajustar e a criar novas maneiras de ensinar e de aprender.
Este movimento é só o começo de uma grande reformulação na educação em todo o mundo.
Playground da Inovação reuniu aqui 6 tendências em educação para 2016:

1 - Ensino Híbrido e Uso de Tecnologias mais avançadas
As formas offline de ensino andarão cada vez mais de mãos dadas com as novas tecnologias que surgem a todo momento. Serviços de nuvem, realidade aumentadaInternet das Coisasaprendizado através do celular“Traga o seu próprio aparelho” (BYOD- Bring your own device), tecnologias vestíveis, criação deblogs pelos alunos e produção de vídeo são alguns exemplos das inúmeras maneiras como a internet e as novas tecnologias permearão o cotidiano dos alunos e professores dentro e fora da escola.
Google Expeditions Pioneer Program é um exemplo claro de como a tecnologia pode ampliar os horizontes de aprendizado nas escolas. Através do Google Cardboard, uma espécie de óculos de papelão onde se encaixa um celular, é possível baixar aplicativos que nos proporcionam experiências incríveis como uma viagem à Marte ou ao fundo do mar. Algumas escolas aqui no Brasil já começarão a utilizar este recurso este ano.
No futuro próximo a tecnologia estará totalmente embrenhada e invisível em nosso cotidiano. Por isso, a novas gerações precisarão entender melhor como funciona a lógica computacional. Iniciativas voltadas para oensino de programação nas escolas estão crescendo em ritmo rápido com o objetivo de formar cidadãos mais independentes, com maior pensamento crítico e capazes de lidar com os desafios tecnológicos dos próximos tempos.
Para saber mais sobre Tecnologia na Educação leia o material feito pelo site Porvir.

2 - Competências para o século 21
Que habilidades são necessárias para lidar com a vida e com o mercado de trabalho? Como enfrentar tantas transformações no mundo? Estas perguntas têm desafiado pais, professores e empregadores de todo o mundo. Um conjunto de capacidades que engloba resolução de problemas, flexibilidade, tomada de decisão, gestão das emoções, empatia, colaboração, entre outras, é fundamental para navegar no mundo de hoje e será cada vez mais indispensável no futuro.
Por isso, o tema das habilidades socioemocionais ou competências para o século 21 está ganhando um lugar especial em vários programas e políticas educacionais desde a educação infantil até a educação corporativa. Países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia merecem destaque nesta área.
Para saber mais sobre este assunto e conhecer iniciativas ao redor do mundo acesse o infográfico “As Gerações Digitais e a vida no século 21″ do Playground da Inovação e o Especial Socioemocionais feito pelo Porvir.

3 - Formatos de ensino mais integrados com a realidade do mundo
Ensino focado em serviços, Ensino baseado em problemasEnsino baseado em projetos são maneiras que favorecem uma maior integração entre os conteúdos ensinados em sala de aula com os problemas reais vivenciados pelas comunidades. Temas centrais são utilizados para ensinar as matérias do currículo tradicional de um jeito integrado. Estas estratégias de ensino, cada uma com a sua característica, aproximam o cotidiano da escola com o mundo atual, desenvolvem competências para o século 21, promovem um senso maior de comunidade e cidadania, criam maior consciência sustentável, além de trazerem mais sentido para a experiência de aprender.
Um exemplo bem bacana de ensino baseado em serviço é a escola Montpelier High School nos Estados Unidos. Um dos objetivos é desenvolver um projeto voltado para sustentabilidade e produção de alimentos. Conheça melhor esta inciativa no vídeo abaixo do site Edutopia (em inglês):

4 – Aprendizado mais divertido
Gamificação, uso de jogos de tabuleiros, de jogos digitais e de ambientes mais lúdicos são abordagens mais divertidas e que têm se mostrado muito eficientes para engajar os alunos e os professores.
Cresce também a consciência da necessidade de brincar como ferramenta poderosa de aprendizagem e de criatividade. Não só na educação infantil, mas principalmente em outras fases da vida. Empresas, universidades e escolas com grande foco em inovação têm usado abordagens mais lúdicas como recursos para geração de ideias, para criação de novos produtos e serviços e para resolver problemas complexos. Por exemplo, o MIT criou uma iniciativa chamada Lifelong Kindergarten ( “Jardim da Infância para toda a vida”) para facilitar a criação de tecnologias através do brincar e para estimular a criatividade das pessoas.

5 – Movimento Maker
Atividades “mão na massa” com foco na fabricação de objetos e produtos viraram moda e vieram para ficar. Conhecidos como Fab Labs- os espaços especialmente criados para estas atividades contém impressoras 3D, kits de robótica, máquinas de corte a laser entre outros materiais e estão pipocando em vários países. Escolas como a PlayMaker em Los Angeles e empresas como a Renault têm investido nestes ambientes apostando na inovação e na eficácia do ensino.

6 – Ensino Personalizado
Enxergar o aluno como um indivíduo com limites e talentos únicos não é uma visão nova mas agora ela se torna mais possível através do uso de tecnologias que personalizam o ensino de forma muito precisa e eficaz. As plataformas adaptativas de ensino, já utilizadas em várias escolas do mundo e em alguns colégios aqui no Brasil, proporcionam um feedback constante do aprendizado do estudante e serão cada vez mais difundidas e experimentadas nas escolas em 2016. Entenda melhor sobre este tema e conheça iniciativas relevantes nesta área no post atualizado “Educação sob medida: personalizando o ensino”.
 Fonte: http://www.playground-inovacao.com.br/6-tendencias-na-educacao-para-2016/

Feira do Livro de Porto Alegre 2016





Lançamento do livro "Caminhos da linguagem" vol II na Feira do Livro de Porto Alegre.

Data: 29/10/2016 - sábado
Horário: 14 hs
Local: Memorial do RS


Esperamos por vocês!

domingo, 3 de julho de 2016

Venda do livro Caminhos da Linguagem vol II


Um livro escrito por profissionais da psicologia, da letras, do direito, da fonoaudiologia, da pedagogia discutindo a importância da Linguagem em todas as áreas. 

A venda diretamente comigo neste blog. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lançamento do livro "Caminhos da linguagem: uma visão transdisciplinar" - volume II

Amigos, colegas e familiares, convido para o lançamento do volume II do livro Caminhos da Linguagem: uma visão transdisciplinar.
Será um prazer dividir esse momento com todos vocês.
Dia 17 deste mes, sexta feira, as 18,30 hs na Livraria Fnac do Barra Shopping Sul.
Nós todos, autores e organizadores, esperamos vocês!





SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO.........................................................................................................................

BRISOLARA, Valéria. Curtindo e Compartilhando: Autoria e espaço digital.....................................

COPPETTI, Lígia Sayão Lobato. A Influência da Interação na Formação e Expressão de Identidades em um Ambiente Virtual de Aprendizagem..................................................................................................

COSTA, Beatriz Medeiros da.  Literatura e construção da autonomia na infância: linguagem e pensamento infantil............................................................................................................................................

JARDON, Manuel Cid. A Intertextualidade na construção dos textos jurídicos...................................

LEFEBVRE, Rosane. Questões de Autoria e Estilo..........................................................................

MELLO, Maíra Barberena de. Ensino – Aprendizagem de uma língua adicional: Múltiplos processamentos..............................................................................................................................

MOOJEN, Carolina. A Leitura e o desencadeamento do processo....................................................

PAZ, Martha Costa Guterres. O Simbolismo sonoro de Avalovara, de Osman Lins, sob a ótica da Filosofia Tântrica.........................................................................................................................................

SAHAGOFF, Ana Paula da Cunha. Reflexões sobre concepções de leitura: PCN e LD....................

SERPA, Katiane Covatti e Silva. A Participação Popular na Criação da Lei da Ficha Limpa à Luz da Análise Crítica do Discurso........................................................................................................................

MARTINS, Amelina Silveira. Ensino-Aprendizagem de Lingua(gem) e professor de LP como LA..................................................................................................................................................

SILVA, Miriam Teresinha Pinheiro da. A versatilidade da Linguagem oral e as suas nuances para a comunicação humana.......................................................................................................................

 SOUZA, Denúsia Moreira de & GOMES, Leny da Silva. Recursos eletrônicos digitais em livros didáticos de língua e literatura do ensino médio................................................................................................

TORMA, Kathy. O trabalho colaborativo no ensino - aprendizagem de inglês como língua adicional através da perspectiva das comunidades de prática........................................................................................



CURRÍCULO DOS AUTORES........................................................................................................

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Criar Conteúdos Digitais - Ebook



Tienes 5 segundos é um ebook que aborda a criação de conteúdos digitais.
Confesso que não li o livro todo, mas coloquei na minha biblioteca digital porque me agradou imenso.
É um livro criado por Juan Carlos Camus, um chileno e que passou para o livro a sua experiência acumulada em 15 anos.
O livro reflecte e mostra a forma como os conteúdos digitais devem ser publicados, o acesso a estes assim como a sua usabilidade, bem como a experiência que proporciona a quem o utiliza.
O título, segundo o prefácio do autor é o tempo que normalmente um utilizador está numa página, ou acontece algo que o prenda ou simplesmente ele o abandona.
O ebook divide-se em 4 capítulos:
Capítulo 1 - Caracteristicas dos conteúdos digitais
Capítulo 2 - Um modelo para os conteúdos digitais, onde o autor deixa as etapas para a criação dos mesmos.
Capítulo 3 - Tens 5 segundos - onde é abordado o desenho do conteúdo.
Capítulo 4 - Como escrever em espaços digitais.

Um livro interessante para quem se pretende iniciar na publicação na web e também para quem já o faz, porque explica o porque de se fazer ou de se utilizar algo quando o fazemos na web.

Fonte:  http://theblogteacher.blogspot.com.br/2013/10/criar-conteudos-digitais-ebook.html

Duas alternativas gratuitas ao office365



Acredito que cada vez mais nas escolas os tablets e os dispositivos móveis sejam dispositivos que cada vez mais começam a ter uso na sala de aula.
Um dos problemas que muitos encontram tem a ver com ferramentas de produtividade: processadores de texto, apresentações eletrónicas ou mesmo folhas de cálculo.
Acredito que existe uma faixa muito grande de utilizadores da suite da Microsoft, o Office. No entanto, as escolas deparam-se sempre com os problemas financeiros e não têm dinheiro para poder comprar este tipo de licenças. Por isso as alternativas são recorrer ao que é livre.

Neste sentido deixo duas sugestões que são bastante pertinentes e que podem resolver facilmente esta questão de ausência de ferramentas de produtividade nos tablets.

A primeira e que sou pessoalmente um grande apreciador é o Drive da Google. Tem crescido imenso, é muito simples de trabalhar, liga-se facilmente ao Google Classroom e se a escola tiver o Google Apps EDU então ainda se revela mais interessante para o trabalho entre os professores e alunos e professores-professores. Disponibiliza um Terabyte(!!!!) de armazenamento aos seus utilizadores que tenham Google Apps Edu.


O Open365 é a versão online do LibreOffice e inclui processador de texto, folha de cálculo, apresentações eletrónicas, base de dados, desenho, ... e na sua versão online disponibiliza gratuitamente 20 gb de armazenamento aos seus utilizadores. Tem muitas parecenças com o office mas o mais importante é que é gratuito e os alunos conseguem adaptar-se facilmente.


Fonte: http://theblogteacher.blogspot.com.br/2016/05/duas-alternativas-gratuitas-ao-office365.html