sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dependência dos Jovens em Internet e Jogos Electrónicos

Nos dias de hoje, a tecnologia faz parte das nossas vidas e disso já não há qualquer dúvida. Desde os mais velhos aos mais novos, todos trabalham com computadores, telemóveis e mais recentemente os tablets e passam horas a fio nos serviços por eles disponibilizados, desde jogos, redes sociais, chats, filmes, etc..
A tecnologia trouxe muitas vantagens e evolução para o nosso dia-a-dia, contudo é necessário saber utilizá-la com moderação. Por isso hoje abordo o tema da dependência (ou uso excessivo) da Internet e jogos electrónicos da parte dos mais novos.
Para este tema, trouxe alguns diapositivos de um trabalho que já havia realizado, e que penso que abordam o tema na perfeição.
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A Internet e o Jogo Electrónico são ambas tecnologias que proporcionam interesse ao ser humano. A internet, por um lado, promove a facilitação de tarefas, a comunicação, acesso à comunicação, contacto social, entre muitas outras coisas, como sabemos; e, por sua vez, o jogo electrónico proporciona lazer ao utilizador, assim como aprendizagem, determinadas habilidades motoras e cognitivas, também promove a sociabilização e é acima de tudo, um passatempo.
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Para determinar esta problemática da dependência nas tecnologias, Young (1996) utilizando por base os critérios de dependências de substâncias (DSM-IV), que se acreditava serem praticamente os mesmos para este caso, utilizou 496 estudantes, dos quais 396 demonstraram um uso excessivo de Internet que causava um prejuízo nas suas vidas.
Esta seria uma amostra pequena para os 47 milhões de utilizadores da altura, mas no entanto foi a primeira tentativa empírica de delineamento do problema.
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O mesmo autor  desenvolve então os Critérios de diagnóstico para a dependência da Internet, onde constam sintomas comoPreocupação excessiva com a Internet, Presença de irritabilidade e/ou depressão, Permanecer mais conectado (online) que o programado, e Mentir aos outros a respeito das horas que passa online.
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Brown (1993) sugere características centrais do uso excessivo dos Jogos Electrónicos, onde se pode ler comportamentos como Saliência(O jogo torna-se na coisa mais importante da vida do sujeito),Modificação de humor/euforia (O sujeito sente prazer e alívio quando joga) e Abstinência (O sujeito sente desconforto quando não pode jogar.
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O quadro acima demonstra algumas consequências, que as dependências (uso excessivo) em Internet e jogos electrónicos podem trazer na vida das crianças e jovens. Algumas delas são a Ansiedade Social, uma Má Alimentação, o Não sair de Casa e consequente Falta de Convívio. Uma Falta de Estudo, Desregulamento dos Ciclos de Sono, Troca da vida real pela virtual, entre outros.
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De uma perspectiva cognitiva, esta vontade de estar ao computador (ou outro aparelho) pode ter uma compotente intrínseca ou extrínseca. Na intrínseca poderá estar relacionada com a exploração de páginas internet, conhecimento, interesses, amigos; por sua vez nos jogos poderá estar relacionada com os objectivos a atingir em determinado nível, conseguir atingir o fim do jogo, etc.
A motivação extrínseca pode estar relacionada com a pessoa querer ganhar alguma fama, nomeadamente nas redes sociais, ou participar em apostas, para ganhar algum dinheiro, etc. Nos jogos, poderá ser para conseguir receber algo devido ao ser desempenho. E quanto mais recebe mais motivado fica para continuar a jogar.
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Estes são alguns estudos interessantes acerca deste tema, no entanto, já existem muitos outros recentes, e assim que possível farei um refresh/update a este assunto com as ultimas novidades.
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Young (2009) sugere uma intervenção nesta problemática centrada na educação e promoção de competências para que se saiba lidar com a auto-estima, assim como deve ser tarbalhada a comunicação social fora do contexto online, bem como valorizar as expressões corporais e faciais. Os pais têm também, como é óbvio, um papel muito importante, e devem estar atentos ao comportamento dos filhos neste âmbito, dando-lhes algumas sugestões e indicações, como impor o tempo que estão online, encorajar a jogos educacionais, propor outras actividades e devem também interessar-se pelos problemas escolares.
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O português Tito de Morais (2008), autor do projectoMiudosSegurosNa.Net, tem também um papel importante na promoção de cuidados na utilização responsável e segura das novas tecnologias de Informação e comunicação por crianças e jovens.
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Assim sendo, e em jeito de conclusão, este tema, apesar de já mais divulgado (também graças à Internet e redes sociais), ainda deveria ser mais debatido, de forma a que haja mais consciencialização enoção dos perigos e riscos das tecnologias, especialmente para os mais jovens.
É importante que os pais estejam atentos aos comportamentos dos filhos e saibam como lidar com esta problemática.
Os estudos nesta área já começam a ser mais abundantes, ainda assim é necessário que existam mais pessoas a interessarem-se pela investigação destas novas condições.
É igualmente importante que se saiba distinguir do que é, do que não é dependência!
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