segunda-feira, 20 de maio de 2013

O computador e os estudantes com dificuldades de aprendizagem



Os uso de computadores por estudantes com dificuldades de aprendizagem é o título da monografia da professora Luciana Andréa Balbino, defendida no dia 4 de maio de 2013, no curso Mídias na Educação (SP). Na entrevista acima, ela fala sobre o trabalho, e a respeito do papel do professor na mediação pedagógica do uso do computador, destacando a importância do mesmo. Além disso, comenta os subsídios oferecidos pelo curso Mídias na Educação à sua prática.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/o-computador-e-os-estudantes-com.html

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Muito além dos tablets: digitalização da educação implica mudança de cultura

Introduzir a tecnologia em sala de aula já não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro que a medida impõe, as instituições de ensino acabam tendo que destinar tempo e recursos na formação de educadores e adaptação de conteúdos. E como se não bastasse, em pouco tempo de implementação, especialistas na área já chegaram a um consenso: não basta apenas ter um tablet à mão, é preciso que a escola absorva os princípios da cultura digital.

Digitalização da educação implica mudança de cultura
“Digitalização não tem a ver apenas com introdução de tablets e projetores em sala de aula. Tem a ver com uma mudança de cultura”, analisa Ana Barroso, especialista em comportamento digital, sócia da Sodet – empresa que desenvolve ferramentas de colaboração e compartilhamento de informações.
Segundo ela, os educadores precisam ter acesso à ferramentas que os possibilitem compartilhar e distribuir o conhecimento que já possuem. “É muito comum ver professores em pânico diante de tantos estímulos. Muitas vezes eles terminam isolados tentando lidar com redes sociais e outras plataformas.”
Para evitar esse tipo de situação, uma das saídas propostas por Ana é a formação de redes. Ela acredita que essa pode ser uma forma de romper com o medo da tecnologia e permitir a troca de experiências exitosas entre docentes.  Como resultado imediato, eles teriam disponível um grande leque de vivências em sala de aula.
Educação do Futuro
Alguns países, como Estados Unidos e Finlândia, vêm testando formatos educacionais nos quais a incorporação da cultura digital – com ênfase para os aspectos de co-criação, colaboração e compartilhamento – acabaram forjando novos paradigmas de aprendizagem.
Durante o “Congresso Visão XXUNO: O desafio de construir a escola”, que o Portal Aprendiz acompanha em Orlando, Estados Unidos, o diretor geral da Santillana Digital, Miguel Barrero, apresentou os alicerces da educação do futuro.
Flip Education
Um dos maiores exemplos de Flip Education é a Khan Academy. Elaborada por Salman Khan, trata-se de uma plataforma de mais de 3.800 vídeos educacionais vistos por milhões de pessoas, incluindo os filhos de Bill Gates.
Baseada em pesquisa e investigação, a chamada Educação Invertida pressupõe que a escola é um lugar de interação e, sobretudo, um espaço para sanar dúvidas. Por meio de videoaulas, os alunos recebem os conteúdos a serem estudados em casa e vão às aulas para construir significados sobre o que aprenderam. Nesse modelo, o estudante é protagonista do processo educativo e cabe ao professor estabelecer dinâmicas e caminhos, a fim de orientá-lo. O mobiliário tradicional de uma sala de aula não dá conta dessa proposta, por isso, a tendência é que os espaços educativos sejam todos circulares. Na Finlândia, esse cenário já é uma realidade.
Anytime Anywhere Education
Educação Expandida é aquela que ocorre a qualquer tempo, em qualquer lugar. Na prática, isso implica numa aprendizagem para alem do horário escolar e dos muros da escola.
Open Education
Nos próximos anos, a demanda por uma educação gratuita e de acesso a todos será cada vez maior. Com o aparecimento de plataformas que podem ser utilizadas no processo pedagógico, como Instagram e Pinterest, somadas àquelas desenvolvidas por empresas e universidades com essa finalidade, o mundo está prestes a ser um grande território educativo.
Adaptive Education
Implementada em Nova York em larga escala, por meio do programa iZone, a denominada educação personalizada tem no aluno a chave para o aprendizado. Em vez de convencê-lo de que determinado assunto deve ser estudado, a personalização do ensino parte dos seus interesses e de suas potencialidades para estabelecer o processo educativo.
P2P Education
Estudos indicam que a confiabilidade entre iguais é muito maior do que quando há uma hierarquia estabelecida. A educação entre iguais eleva o protagonismo do aluno ao regime de colaboração e compartilhamento. Ou seja, esse modelo propõe que alunos compartilhem entre si a produção de conhecimento.
BYOD Education
Bring Your Own Device (Traga seu próprio dispositivo) é o mote de uma educação plenamente digitalizada. Não importa se tablet ou smart phone, o fato é que esses gadgets serão cada vez mais falados quando o assunto for educação.
Será o fim da escola?
Diante dessa nova realidade, é impossível não se perguntar se veremos o fechamento massivo de escolas pelo mundo. Axel Rivas, docente argentino especializado em política educacional, acredita que as escolas não desaparecerão porque serão capazes de se repensar.
Rivas falou durante o congresso sobre a necessidade da escola se reinventar, desconstruir alguns dogmas que acompanharam sua trajetória como instituição e ser capaz de desempenhar um papel relevante no contexto das novas tecnologias.
“A ameaça do fim das escolas existe e nunca antes foi tão difícil ser docente. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, temos muito mais liberdade para ensinar e aprender”, reflete o professor.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Escrevendo códigos para aprender



Na palestra TED acima, Mitch Resnick, do laboratório de Mídia do MIT, observa que as crianças e jovens têm mais experiências em “ler” as novas mídias do que na “escrita” das mesmas. Em outras palavras, “os jovens hoje têm muita experiência e muita familiariedade em interagir com novas tecnologias, mas muito menos em criar usando novas tecnologias e em se expressar com novas tecnologias”. 

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/escrevendo-codigos-para-aprender.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SALA DE AULA INTERATIVA E O PARADIGMA COMUNICACIONAL


Marco Silva é sociólogo e doutor em educação autor dos livros “Sala de aula interativa” e “Formação de professores para docência online” Coordenador do Laboratório de Educação On-line da Faculdade de Educação da UERJ e um dos fundadores da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber).
1. Em seu livro Sala de aula interativa, você aponta mudanças que a interatividade proporciona no paradigma comunicacional. Qual o paradigma que prevalece nas nossas escolas?
Marco Silva: O paradigma comunicacional que prevalece nas nossas escolas é o unidirecional. Ele sustenta a pedagogia baseada no falar-ditar ou na oratória do mestre. Ele sustenta a prática docente baseada na apresentação do “conhecimento” para recepção e execução. A sala de aula presencial, a sala de aula da “educação a distância” (EaD via impressos, rádio e tv) e também a sala de aula online estão muito definidas por esse paradigma unidirecional. Estão todas imersas no cenário secular da cultura do audiovisual de massa. E são herdeiras da lógica da distribuição de informação que separa a emissão que tem o controle da situação e a recepção que, mesmo inquieta, não tem autoria direta na construção da mensagem porque os meios impressos, rádio, cinema e tv não contemplam sua atuação. Assim, podemos dizer que os sistemas de ensino que conhecemos são mídias unidirecional de massa. Falemos então em paradigma informacional e não comunicacional.
2. Quais são os pressupostos de uma sala de aula interativa?
Marco Silva: A sala de aula que quiser superar o paradigma unidirecional da pedagogia da transmissão pode começar atendendo efetivamente às sugestões clássicas de grandes educadores como Dewey, Vygotsky, Freinet, Anísio Teixeira e Paulo Freire que são: autonomia, diversidade, dialógica e democracia. Entretanto, será preciso algo mais que eles não tiveram em seu tempo forjado na cultura do audiovisual de massa: o paradigma da comunicação interativa. Eles tiveram as palavra interação e interacionismo, de certo modo compatíveis com a cultura do audiovisual de massa. Será preciso mais que isso. Refiro-me à palavra interatividade que não é um termo da informática, mas da teoria da comunicação. Ela diz respeito à dinâmica que articula emissão e recepção na cocriação da mensagem. Os clássicos educadores, nossas maiores referências em educação, não puderam experimentar essa dinâmica no cenário midiático que conheceram. Para ser interativa, a sala de aula precisará rever sua ambiência comunicacional e o professor deverá promover e garantir aos discentes: autoria, compartilhamento, conectividade, colaboração na construção da comunicação, do conhecimento e da educação.
3. O que deve ser feito em sala de aula para que os alunos não sejam meros receptores de informações, mas, criadores, construtores e coautores da aprendizagem?
Marco Silva: O professor, em sua mediação docente, precisará operar uma diversidade de engajamentos comunicacionais. Por ex.: a) Oferecer múltiplas informações (em imagens, sons, textos, etc.) utilizando ou não tecnologias digitais, mas sabendo que estas, utilizadas de modo interativo, potencializam consideravelmente ações que resultam em conectividade, autoria e colaboração na construção da comunicação e do conhecimento; b) Ensejar (oferecer ocasião de…) e urdir (dispor entrelaçados os fios da teia, enredar) múltiplos percursos para conexões e expressões com o que os discentes possam contar no ato de manipular as informações e percorrer percursos arquitetados; c) Estimular os discentes a contribuir com novas informações e a criar e oferecer mais e melhores percursos, participando como coautores do processo; d) Pressupor a participação-intervenção do receptor, sabendo que participar é muito mais que responder “sim” ou “não”, é muito mais que escolher uma opção dada; participar é modificar, é interferir na mensagem; e) Garantir a bidirecionalidade da emissão e recepção, sabendo que a comunicação é produção conjunta da emissão e da recepção; o emissor é receptor em potencial e o receptor é emissor em potencial; os dois polos codificam e decodificam; f) Disponibilizar múltiplas redes articulatórias, sabendo que não se propõe uma mensagem fechada, ao contrário, se oferece informações em redes de conexões permitindo ao receptor ampla liberdade de associações, de significações; g) Engendrar a cooperação, sabendo que a comunicação e o conhecimento se constroem entre alunos e professor como cocriação; e h) Suscitar a expressão e a confrontação das subjetividades, sabendo que a fala livre e plural supõe lidar com as diferenças na construção da tolerância e da democracia.
4. O que você diria a um professor que quer modificar sua postura centrada no seu falar-ditar, mas não sabe como?
Marco Silva: Em primeiro lugar eu o felicitaria pelo seu desejo e inquietação, revelando que com isso ele já tem 50% do caminho andado. Em segundo lugar, que procure a formação continuada capaz de lhe oferecer subsídios precisos para alcançar tal objetivo. Sobre este segundo item, eu o alertaria para o fato de que a formação para docência existente costuma ser ela mesma herdeira do paradigma informacional e não comunicacional. A formação baseada em palestras pontuais é o maior exemplo disso. Para além, ele precisará se engajar em formação continuada baseada em oficinas, leituras, debates… em suma, precisará da formação que permita vivenciar aquilo que ele deseja alcançar e aperfeiçoar na prática docente em sua sala de aula.

5. Paulo Freire mesmo não tendo tratado do conceito de interatividade é uma referência no seu livro Sala de aula interativa. Que relação há entre Freire e uma sala de aula interativa?
Marco Silva: Freire aprece no meu livro dizendo algo que vem sustentar minha mobilização em favor da sala de aula interativa. Vou transcrever aqui suas falas devidamente citadas para estimular sua leitura no original: “A educação autêntica, repitamos, não se faz de ‘A’ para ‘B’ ou de ‘A’ sobre ‘B’, mas de ‘A’ com ‘B’, mediatizados pelo mundo.” (Pedagogia do oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978, p. 98.) Ele critica a pedagogia da transmissão como modelo mais identificado como prática de ensino e menos habilitado a educar: “O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma uma consciência bancária [sedentária-passiva]. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador. Educa-se para arquivar o que se deposita. [...] A consciência bancária ‘pensa que quanto mais se dá mais se sabe’.” Dizendo assim ele critica o ensino que não estimula a expressão criativa e transforma o estudante no receptor passivo que perdeu a capacidade de ousar (Cf. Educação e mudança, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 38.). “Quem apenas fala e jamais ouve; quem ‘imobiliza’ o conhecimento e o transfere a estudantes, não importa se de escolas primárias ou universitárias; quem ouve o eco apenas de suas próprias palavras, numa espécie de narcisismo oral [...], não tem realmente nada que ver com libertação nem democracia.” (A importância do ato de ler…, São Paulo: Autores Associados/Cortez, 1982, p. 30-31.) Portanto, “ensinar não é a simples transmissão do conhecimento em torno do objeto ou do conteúdo. Transmissão que se faz muito mais através da pura descrição do conceito do objeto a ser mecanicamente memorizado pelos alunos”. (Pedagogia da esperança…, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 81.). Essa advertência de Paulo Freire, no entanto, não modificou a postura comunicacional dos docentes com seus discentes. Mesmo percebendo que a tela interativa do computador, do tablet, do celular, que sustenta as redes sociais e os blogs na cultura digital ou na cibercultura, vem engendrando um novo espectador menos passivo diante da transmissão própria da cultura do audiovisual de massa, pouco ou quase nada faz para contemplar a expressão comunicacional interativa tão favorável à educação cidadã.

O EAD no Brasil evolui e melhora a aceitação do mercado


O panorama da educação à distância indica boas perspectivas para os próximos anos. A adesão tem aumentado e a qualidade dos cursos tem se aprimorado e os empregadores começam a ver esse tipo de formação com outros olhos.
Por Cíntia Oliveira de Souza Pires
Nos últimos anos, tem-se visto um grande destaque para a educação a distância no Brasil. Isso se deve, principalmente, à evolução tecnológica. A tecnologia da informação, bem como a sua popularização, proporcionou a facilidade na troca de informações a distância, permitindo um aprimoramento nessa modalidade de ensino. Embora esteja em alta e pareça algo relativamente novo (em virtude da tecnologia associada), essa modalidade já existe há muito tempo, conforme se verá a seguir.
Em 1904, algumas escolas internacionais, privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência. Em 1934, Edgard Roquette-Pinto cria a Rádio-Escola Municipal, no Rio de Janeiro, em que os estudantes tinham acesso a folhetos e esquemas de aulas antecipadamente, além de troca de correspondência também. Em 1941 surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944 e resurgiu, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas, em 1947. Nessa época cria-se, ainda, o Instituto Universal Brasileiro, que oferecia cursos profissionalizantes por correspondência. Já na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho cria telecursos, para supletivo de ensino fundamental e médio, com transmissão de aulas televisionadas e apostilas, que existem até hoje. Tais experiências foram bem-sucedidas, mas não tiveram boa aceitação por parte do governo e da sociedade; não eram vistas com bons olhos, mas como ineficientes, como educação de baixa qualidade, por se diferenciar do tradicional (sala de aula, aluno, professor).
Entretanto, atualmente, a adesão a essa modalidade de ensino tem crescido substancialmente, mais até do que ao ensino presencial. O governo, então, criou leis para regulamentar a atuação das instituições nessa modalidade, criando até mesmo, em 1996, a Secretaria da Educação a Distância, que, segundo o portal do MEC, “atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras”.
Desde a regulamentação da modalidade no país, por meio do Decreto federal n° 5.622/05, a qualidade subiu muito. O MEC, por meio da Portaria n 4.059, de 2004, permitiu às instituições de ensino superior introduzir, em sua grade, até 20% de disciplinas nessa modalidade. E muitas o fizeram. Grandes instituições de ensino já possuem graduação, pós-graduação, cursos de aperfeiçoamento e extensão a distância, graças à demanda, que tem crescido muito nos últimos tempos. A busca por melhorias rápidas na carreira, a falta de tempo e a distância fazem com que um número cada vez maior de pessoas adotem essa modalidade em sua formação.
Embora ainda exista certo preconceito, por parte de alguns empregadores, que veem profissionais formados em cursos a distância como menos qualificados, a tendência é o crescimento e, mais do que isso, desenvolvimento da educação a distância no país. A regulamentação, por meio de leis, da modalidade contribuiu para a melhoria da qualidade e, consequentemente, para aceitação por parte da sociedade. A evolução da tecnologia da informação tornará (ou já torna) a educação a distância uma tendência, que se relaciona também com a correria das grandes cidades e a dificuldade de acesso físico à universidade de pessoas que moram em regiões mais isoladas. Se isso contribuir para a democratização da educação e da cultura, que sejam, então, bem-vindas as mudanças.

Recursos para professores - Caderno sobre REA



Dirigido a professores e produzido pelos pesquisadores Elayne Morais, Aline Ribeiro e Tel Amiel, vinculados à UNICAMP, o Caderno para professores sobre REA tem como objetivo esclarecer questões relacionadas aos materias educativos que possam ser vistos como “abertos”. Assim, possui três partes, sendo que a primeira aborda aspectos básicos sobre REA (o que é, como pode ajudar, etc.), a segunda discute como o professor pode trabalhar com os Recursos Abertos e a terceira fala sobre questões legais (direitos autorais, licenças abertas, etc.). O trabalho possui também um glossário e tutoriais.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/recursos-para-professores-caderno-sobre.html

Professores do Século XXI

A tecnologia está para a resolução dos problemas educativos como o dinheiro para a felicidade! Não garante, mas ajuda muito! Tal como com o dinheiro, o que interessa é o que fazemos com ele (metodologia)! Mas aqui fica uma apresentação fantástica, que resume o espírito deste blogue!